Oracle quer mostrar sua força na nuvem. Foto: divulgação.

A Oracle anunciou planos para a instalação de data centers próprios na América Latina, uma estratégia para fortalecer sua oferta de serviços na nuvem. O Brasil está no topo da lista para receber um centro, seguido do México.

O anúncio oficial do centro de dados deve ser feito em dezembro, durante o Oracle CloudWorld, evento que será realizado em São Paulo. A informação é da Computerworld.

Com a nova infraestrutura, a empresa pretende oferecer ao clientes alternativas para migrar para modelos de nuvem pública ou híbrida. Com um data center no Brasil, a empresa poderá atender clientes que, por restrições da legislação local, não podem hospedar dados fora do país.

Além disso, a Oracle deve ter ouvido o apelo da presidente Dilma Rousseff, que recentemente comentou o caso de vazamento de dados de empresas como Google para a Agência de Segurança dos EUA (NSA), falando sobre a necessidade de multinacionais sediarem data centers no país.

Para analistas, agregando novos serviços de cloud ao seu portfólio, a companhia está se fortalecendo para bater de frente com a concorrência da AWS e Saleforce.com no mercado de SaaS.

A atual oferta da companhia de aplicações SaaS (software-as-a-service) e database-as-a-service será ampliada com dez novos serviços de cloud, que vão de database a Java. Por enquanto, estes produtos estão em testes, mas devem chegar ao mercado em 2014.

A Oracle a também anunciou o Cloud Marketplace, site onde parceiros poderão listar suas aplicações para integrar com produtos Oracle para venda ou download, em moldes semelhantes ao AppExchange da Salesforce.

Entre outros serviços que a Oracle está ensaiando está o Database Cloud, uma plataforma de recuperação de arquivos na nuvem, a Java Cloud, que oferece clusters do Weblogic Server com controle administrativo total, a BI Cloud, com ferramentas self-service para fazer upload de dados e gerar paineis de controle, a Documents Cloud, para compartilhamento de arquivos e colaboração; a Mobile Cloud, com ferramentas para construir aplicações móveis seguras.

A Oracle anunciou também um serviço de nuvem para gestão de Billing e Vendas, voltado para empresas que utilizam serviços de cobrança de assinaturas.

Embora a Oracle ainda não tenha anunciado data de lançamento ou preços, o plano da companha é chegar com alta competitividade, cobrindo diversas demandas para conquistar clientes em diversas bases.

Segundo o vice-presidente sênior de desenvolvimento de aplicações, Chris Leone, a Oracle quer acabar com o "drama" de muitas empresas, que gostariam de não ter que lidar com  diferentes fornecedores, todos com SLAs diferentes.

Com este novo gás no portfólio, a Oracle quer sair da sombra de resultados financeiros abaixo do esperado nos últimos trimestres.

No primeiro trimestre fiscal de 2014, e pelo terceiro trimestre seguido, a companhia ficou devendo na expectativa de receita.

Segundo os números da empresa, a receita da fabricante ficou em US$ 8,38 bilhões, enquanto a expectativa de analistas era de US$ 8,48 bilhões. O esperado pelos analistas era um modesto aumento de 3,3% ano-a-ano, mas nem isso foi atingido.