Luís Carlos Pachaly durante depoimento na CPI. Foto: Cristiane Moreira/ CMPA

O coordenador da comissão de trabalhadores da Procempa, Luís Carlos Pachaly, disse na CPI sobre a empresa na  Câmara de Vereadores que R$ 2,7 milhões foram pagos irregularmente à Pillatel entre 2011 e 2012, por meio de notas duplicadas de serviços de instalação de fibra óptica em Porto Alegre.

Pachaly, funcionário da empresa há 36 anos, participou das comissões que investigaram desvios de gestão na estatal municipal de dados e afirmou que as duplicadas eram aprovadas diretamente pela ex-diretora financeira da Procempa, Geórgia Ferreira.

“Tem uma nota da execução de um serviço no Porto Seco, e tem a fajuta, onde consta o código do processo de licitação e fala ‘expansão do sambódromo’. Sambódromo e Porto Seco são a mesma coisa, mas precisa estar atento para perceber”, detalhou Pachaly, segundo relata o Sul21.

A Pillatel é sediada em Porto Alegre e, ao contrário do que costuma acontecer entre fornecedores para o setor público, tem uma presença forte na área privada.

Em seu site, a lista aponta como clientes a prefeitura de Erechim, Caxias do Sul e Cachoeirinha, mas também empresas como Grupo RBS, Zaffari e PUC-RS.