TIM pode ser o estopim de uma mudança radical no cenário brasileiro. Foto: divulgação.

Com o aumento da participação da Telefónica na Telco, controladora da Telecom Italia, a operadora espanhola e a TIM estão no centro de uma possível mudança radical no cenário das telecomunicações no Brasil.

Como a Telefónica controla a Vivo no país, a legislação do setor não permite que a multinacional assuma também o comando da TIM, braço da Telecom Italia no Brasil.

Analistas, governo, agências regulatórias, competidores, advogados ainda avaliam o que é permitido ou não na possível tomada de controle.

No entanto, o futuro da TIM está em cheque no momento, sobre uma possível venda para uma outra empresa interessada em entrar no mercado das operadoras, ou como os seus negócios podem ser desmembrados e vendidos para Claro, Oi e até a Vivo.

Conforme analistas, a concentração de mercado elevaria a rentabilidade das três companhias, que podem utilizar os recursos em melhora da qualidade dos serviços. A possibilidade ainda será avaliada pelo Cade, que verificará o impacto do aumento de capital e na concorrência entre as operadoras.

GVT NO BOLO

Já que a venda ou desmembramento da TIM é praticamente inevitável, o governo federal sonha com um possível novo player no mercado de telecomunicações. E pelo jeito, um dos grandes: um capaz de comprar a TIM e também a GVT, do grupo francês Vivendi.

O rumor da venda da GVT circula há mais de um ano, devido à má situação econômica da Vivendi, que passa por uma fase de reestruturação e venda de ativos. No entanto, até o momento, nenhuma oferta pela companhia emplacou.

Em março, a Vivendi tirou a GVT do balcão de vendas, por não conseguir os € 7 bilhões que queria pelo negócio. Mesmo assim, como apontam analistas, a possibilidade de venda ainda persiste.

Conforme o Convergência Digital, um comprador em potencial já existe: a britânica Vodafone, que acabou de embolsar US$ 130 bilhões na venda de sua participação na operação conjunta com a Verizon, nos EUA.

Com todo este dinheiro na conta, e levando em consideração que para levar a GVT e a TIM num pacotão único, o gasto seria de no máximo US$ 20 bilhões - US$ 10 bi pela TIM e US$ 10 bi pela GVT, a hipótese não parece tão improvável assim.