Cinema é um dos focos da economia criativa. Foto: flickr.com/photos/vancouverfilmschool.

Três instituições do Sul foram aprovadas no Edital de Fomento a Incubadora de Empreendimentos da Economia Criativa, do Ministério da Cultura (MinC). Uma do Rio Grande do Sul e duas de Santa Catarina, que somam um investimento de R$ 837.993,75.

O foco é o desenvolvimento da indústria criativa, que é uma definição abrangente, podendo incluir a geração de produtos em soluções em uma ampla gama de áreas, indo desde arte, design e jogos digitais até filme e vídeo, passando por software, computação e telecom.

A Fundação de Integração, Desenvolvimento e Educação do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Fidene), ligada à Unijuí, deseja ampliar a capacidade de atrair, fixar e desenvolver empreendimentos da economia criativa. Para isso, a fundação, localizada em Ijuí, receberá R$ 206.872,75 do MinC.

Com o Programa de fortalecimento da economia criativa em TIC, a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), localizada em Florianópolis, ganhará R$ 350 mil.

A proposta é um programa de pré-incubação de um ano para até 10 novas startups das áreas de entretenimento, jogos e mídias, design, vídeos, entre outros, para que após a preparação possam ingressar na incubadora e no mercado.

Também de Santa Catarina, mas de Chapecó, a Fundação Universitária do Desenvolvimento do Oeste (Fundeste) levará R$ 281.121,00 pelo projeto Economia Criativa no Oeste de SC.

O investimento total do MinC com os 15 projetos selecionados foi de R$ 4.493.557,52. As incubadoras são de oito estados brasileiros: Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O resultado está disponível no Diário Oficial.  

CADÊ AS OUTRAS?

Um fato curioso ao observar o edital, que conta também com os nomes das propostas não selecionadas, é que a Feevale, ESPM e PUC não estão na lista de interessados no edital.

A constatação é interessante pelo fato que as três instituições estão puxando a dianteira entre as universidades gaúchas para fomentar o segmento. A Feevale abriu este ano o primeiro mestrado voltado à indústria criativa.

O plano da universidade de Novo Hamburgo é atingir dois grandes grupos: os chamados “criativos”, comunicadores, cineastas, game designers, músicos, artistas, arquitetos, profissionais da computação, educação e outros; e os “gestores”, profissionais que projetam, gerem e executam negócios.

No caso do Tecnopuc, a segunda fase do parque, que fica em Viamão, será principalmente voltada à empresas deste setor. 

O plano é atrair empresas com um perfil um pouco diferente das TICs que tem em Porto Alegre, incluindo companhias com processos fabris e de prototipação, em áreas como petróleo e gás, entre outras.

A ESPM por sua vez, é uma das forças que está puxando um comitê municipal de fomento à indústria criativa em Porto Alegre. A universidade assinou no ano passado uma parceria com a prefeitura de Porto Alegre para um empreendimento de até R$ 10 milhões, abrindo uma incubadora para empreendimentos do segmento.

Segundo a prefeitura, em breve deverão ser lançados os primeiros editais para que empreendedores possam participar da seleção dos candidatos. O começo das obras está marcado para 2014.