Equipamentos conectados em sua casa com o internet das coisas. Foto: flickr.com/photos/samsungtomorrow.

 A Intel Brasil e a Fapesp anunciaram uma chamada para projetos de pesquisa em segurança para novos dispositivos para Internet das Coisas, por meio de um acordo de cooperação assinado em junho. 

Serão contemplados os projetos de segurança em dispositivos SoC (systems on a chip), desenvolvidos com técnicas de criptografia, protocolos de comunicação de dados e métodos de execução de software. 

Pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior e de pesquisa no estado de São Paulo, públicas ou privadas e sem fins lucrativos, podem participar do processo.

Os projetos podem ser encaminhados até o dia 21 de fevereiro de 2014.

Por meio da Aliança de Pesquisa Estratégica, a Intel busca no Brasil pesquisas em sistemas de segurança resistentes a um tipo de ataque conhecido como ataque por canais colaterais.

Essas ameaças exploram, por exemplo, tempo de execução ou consumo de energia do chip para decifrar senhas e acessar indevidamente os dispositivos. Dessa forma, as propostas devem aumentar os requisitos desse tipo de vulnerabilidade em até 100 vezes. 

“Nós esperamos que os dispositivos conectados se multipliquem nos próximos anos e temos que nos antecipar aos desafios de segurança que essa tendência vai apresentar”, comentou Max Leite, diretor de inovação da Intel Brasil.

As informações sobre a chamada estão disponíveis no site da Fapesp. 

A Intel firmou um acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério da Educação (MEC) em fevereiro para incentivar a pesquisa e desenvolvimento de tecnologias da informação e comunicação (TICs) em áreas de interesse nacional.

A iniciativa, alinhada ao programa federal TI Maior, mobilizará até 300 pesquisadores, entre colaboradores, pesquisadores e bolsistas, nos próximos cinco anos. O investimento previsto pela Intel é de R$ 300 milhões.

Os estudos terão como foco o desenvolvimento de ferramentas de visualização e simulação para a extração na camada pré-sal, softwares educacionais, computação de alto desempenho, tecnologias para emplacamento eletrônico de carros e gestão de trânsito de passageiros e carga, entre outra.