Nos últimos dez anos, o número de artigos publicados por matemáticos brasileiros quase dobrou. Foto: Pixabay.

A União Matemática Internacional (IMU), que classifica os países-membros em função da qualidade da pesquisa, promoveu o Brasil para o grupo das maiores potências na disciplina.

Com isso, o país se junta a Alemanha, Canadá, China, Estados Unidos, França, Israel, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia. 

De acordo com uma reportagem da Piauí, uma forma de medir a maturidade da pesquisa no país é pelo volume de publicações. 

Nos últimos dez anos, o número de artigos publicados por matemáticos brasileiros quase dobrou, passando de 1.043 em 2006 para 2.076 em 2016. 

Em 1986, os pesquisadores do país eram responsáveis por 0,7% dos artigos matemáticos publicados no mundo. Em 2016, o percentual chegou a 2,35%. 

A publicação considera que a promoção do Brasil para o grupo de elite da matemática coroa uma boa fase que teve seu ápice com a Medalha Fields conquistada em 2014 por Artur Avila, pesquisador do Impa e do CNRS (Centro Nacional da Pesquisa Científica), na França.

O Brasil é filiado à IMU desde 1954, quando ingressou no grupo 1, o mais simples da disciplina.

O país subiu para o grupo 2 nos anos 60, e para o 3 em 1978. A promoção para grupo 4 aconteceu em 2005, em que ficou ao lado de outros nove países, incluindo Austrália, Coreia do Sul, Holanda e Suécia.