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NEGÓCIOS

IBM: US$ 4 bilhões em um "remix saudável"

Leandro Souza
// quinta, 26/02/2015 16:35

A IBM, no ímpeto de revitalizar seus negócios e impulsionar novas frentes de desenvolvimento além de seus tradicionais segmentos de atuação, anunciou um investimento de US$ 4 bilhões em áreas estratégicas.

Virginia Rometty. Foto: divulgação.

Chamadas de "imperativos estratégicos" pela Big Blue, as áreas que receberão o investimento são as de nuvem, analytics, mobilidade, redes sociais e tecnologias de segurança.

Segundo informação do Wall Street Journal, este plano de gastos definiu uma nova meta de resultados para companhia, conforme apontou a CEO da IBM, Virginia "Ginny" Rometty.

O objetivo da empresa é que estas novas áreas cresçam rapidamente e cheguem a um faturamento de US$ 40 bilhões até 2018, compondo mais de 40% da receita total da multinacional.

Segundo analistas, este é um plano ambicioso. Em 2014, estes segmentos ficaram na casa dos US$ 25 bilhões, cerca de 27% dentro do faturamento total da companhia.

A guinada em novas direções foi uma das saídas encontradas pela empresa para estancar as perdas em receita que registrou nos últimos anos. Ao anunciar seus resultados em 2014 a companhia teve uma queda de 6% em seu faturamento em relação a 2013, com um total de US$ 92,8 bilhões.

Para complicar ainda mais, a expectativa da Big Blue é que o ritmo de crescimento não seja recuperado ainda em 2015. Segundo Rometty, a empresa cita as atuais dificuldades da empresa como as "mais extensas dos últimos tempos".

Entretanto, a IBM está trabalhando para cobrir suas bases. No ano passado, outro investimento de peso foi feito pela companhia ao destinar US$ 1 bilhão ao desenvolvimento de tecnologias corporativas usando a plataforma de computação cognitiva Watson.

Outro ponto importante de investimento da IBM foi a plataforma cloud softLayer, que será impulsionado por um aporte de US$ 1,2 bilhão, destinado para o aumento do serviço em data centers ao redor do mundo.

Para reduzir custos, a companhia também vendeu ativos, como a sua divisão de servidores x86 para a chinesa Lenovo, que já tinha comprado a parte de computação pessoal da Big Blue em 2003.

Além disso, a IBM passou adiante sua operação de fabricação de semicondutores para a Globalfoundries Inc, em um negócio que trouxe US$ 1,5 bilhão para os cofres da empresa.

Com todas estas mudanças, atualmente o hardware responde por pouco mais de 10% da receita total da IBM. Para Rometty, agora o foco é impulsionar negócios não baseados em tradição, mas sim em potencial de crescimento.

“Não é um exercício em cortes de custos. É um remix bastante saudável", finalizou a CEO da Big Blue.

Leandro Souza