Fernando Peixoto e Roberto Ribeiro da Cruz. Foto: Divulgação/PMS.

Tamanho da fonte: -A+A

A Pixeon Medical Systems (PMS), resultado da fusão entre a catarinense Pixeon e a paulista Medical Systems, fechou um contrato de R$ 1 milhão com a Santa Casa de Porto Alegre para expansão da solução de PACS usada pelo hospital desde 2011.

O projeto compreende a instalação do sistema em sete unidades da instituição de saúde, permitindo a digitalização, armazenamento e transmissão em formato digital de imagens geradas em equipamentos de diagnóstico, como ultrassonografia, mamografia e raio-x, entre outros.

No primeiro contrato entre a então apenas Pixeon e a Santa Casa de Porto Alegre a implantação do Picture Archiving and Communication Systems (PACS) envolveu tambe´m sistemas de gestão, comunicação e processamento de imagens (PACS Aurora), impressão de laudos e exames (Pix Print, Pix Safe) e gerenciamento de laudos (Med Report).

Conforme o CEO da PMS, Roberto Ribeiro da Cruz, o sistema otimiza o trabalho dos profissionais do hospital, além de reduzir o tempo de espera para o diagnóstico e despesas operacionais e com insumos.

Com o MedReport, por exemplo, é possível gerenciar os laudos médicos dentro da instituição, desde sua geração até a digitação, revisão e liberação, com integração ao PACS Aurora, que agrega ferramenta de análise de volume para exames especializados.

O recurso oferece componentes que podem atuar desde a captação,armazenamento e manipulação de exames, até a interpretação, gestão, compartilhamento, comparação de laudos e reconstrução de imagens em duas ou três dimensões.

Expandido agora, o contrato com o hospital gaúcho que concentra mais de 1 mil leitos nas sete unidades de seu complexo, incrementa os resultados da Pixeon Medical Systems, que não revela valor de faturamento, mas afirma ter fechado o primeiro trimestre de 2013 com crescimento de 55% frente ao mesmo período de 2012.

Cruz também atribuiu a expansão à maior cobertura geográfica da equipe comercial da companhia após a fusão, que criou uma empresa única de carteira formada por mais de 1,2 mil clientes no Brasil, Argentina e Chile.

A negociação foi fruto de uma segunda rodada de investimentos da Intel Capital na Pixeon, que tem sede em Florianópolis e em dezembro de 2011 já havia recebido aporte do braço investidor da fabricante de chips.

“Esta união consolidou a nova empresa como uma das maiores do país na área de tecnologia voltada para a saúde”, comenta o CEO. “Hoje, temos soluções completas, do atendimento ao paciente até o processo do laudo e distribuição das imagens e gestão administrativa, financeira e de estoque”, completa.

Um portfólio que promete: conforme avaliou na época da fusão David Thomas, diretor Executivo da Intel Capital para a América Latina, a tecnologia da Pixeon tem em aberto um mercado de mais de 14,5 mil hospitais e clínicas no Brasil.

Já a Medical Systems tem, segundo dados próprios, a maior base instalada no país de ERP com foco em centros de medicina diagnóstica, RIS (sigla em inglês para Sistema de Informação Radiológica) e LIS (Sistema de Informação Laboratorial).

Juntas, as fusionadas somam um time de mais de 150 funcionários.

Se o valor de faturamento não é divulgado, o volume de contratos, o porte dos clientes e outros dados indicam o calibre do negócio.

Um deles, o de que a empresa conta, segundo Fernando Peixoto, presidente do conselho e diretor de P&D da PMS, com mais de R$ 3 milhões captados em projetos de pesquisa e desenvolvimento, com recursos não reembolsáveis, principalmente do Governo Federal, segundo divulgado em 2012.

NOVOS PRODUTOS
Para manter o crescimento, a PMS aposta também em lançamentos, como o Portal de Distribuição, voltado a entrega online de imagens e laudos médicos, e o Capta, estação de captura de imagens que faz a integração com o sistema de busca de dados do paciente.

“São soluções que reforçam a integração dos sistemas e que geram mais segurança para todo o processo”, finaliza Iomani Engelmann, diretor comercial da PMS.