Tushar Parikh.

A TCS, gigante indiana de TI, obteve um dos seus melhores desempenhos globais na América Latina no ano fiscal 2017, encerrado em 31 de março, crescendo 14,1% para atingir um faturamento de US$ 369 milhões.

O resultado foi o segundo melhor entre os chamados “mercados emergentes” da empresa, só atrás do Oriente Médio e África, que cresceram 14,8%. A média global  foi de 6,2%, para US$ 17,58 bilhões.

Tanto a América Latina quando África e Oriente Médio tem uma participação similar no faturamento da TCS, ficando em 2,1% e 2,5% do total, respectivamente. O maior mercado da empresa é o da América do Norte, com 53%.

Apesar do crescimento no último ano fiscal, a TCS marcou passo no país nos últimos anos, marcados pela crise econômica. O faturamento na América Latina para o ano fiscal 2014, por exemplo, foi de US$ 410 milhões.

Os resultados, pelo menos no Brasil, que tradicionalmente responde por um pouco mais da metade dos resultados na América Latina, entram na conta de uma nova liderança no país.

Em abril do ano passado, Tushar Parikh foi nomeado como country head no Brasil.

Em meados de 2005, o executivo deixou seu país natal e se estabeleceu na América Latina, onde trabalhou por cerca de cinco anos no México e cerca de dois anos como Cluster Delivery Head para Argentina, Colômbia e Uruguai, antes de chegar ao Brasil, em 2012. 

Gigantes da Índia como a Wipro, TCS e Mahindra chegaram ao brasil na primeira década dos anos 2000, sendo seguidos por uma leva de empresas menores do país na década seguinte.

Os indianos não conseguiram repetir por aqui o sucesso da sua presença nos Estados Unidos, onde as companhias do país emplacaram grandes contratos de outsourcing usando como diferencial o baixo do custo da mão de obra na Índia.

Nos últimos tempos, no entanto, as indianas tem acelerado seus negócios por aqui.

A Wipro, uma das grandes concorrentes da TCS, adquiriu em janeiro a a paulista InfoServer em um negócio de R$ 27,6 milhões.

A meta da empresa é faturar US$ 100 milhões no país ainda em 2017 e chegar no final de 2018 com nada menos do que US$ 250 milhões, revelou ao Baguete Ankur Prakash, vice-presidente para mercados emergentes da Wipro.

Em agosto de 2013, a Tech Mahindra comprou 51% do capital da empresa brasileira de consultoria SAP, Complex IT, com investimento inicial de US$ 6,5 milhões em dinheiro, cujo pagamento total poderá passar de US$ 20 milhões.