KakaoTalk se preparar para ficar grandão. Foto: divulgação.

A Kakao Corp, empresa sul-coreana criadora do app KakaoTalk anunciou nesta segunda-feira, 26, que fará uma fusão com a conterrânea Daum, gigante local de internet, resultando em um negócio de 3,4 trilhões de won (cerca de US$ 2,9 bilhões) de capitalização para ambas as companhias.

Segundo informações do TechCrunch, se o acordo for de fato concluído, a nova empresa deverá ser listada em outubro. Segundo analistas, a fusão com a Daum dará forças para a empresa competir com o Line, app rival no país asiático e que planeja chegar a 1 bilhão de usuários em todo o mundo até 2015.

Atualmente o Line conta com 400 milhões de usuários enquanto o KakaoTalk tem aproximadamente 130 milhões.

Além do Line em seu país natal, a Kakao planeja se fortalecer para entrar briga com pesos pesados em toda a Ásia, como o Viber, que foi comprado pela gigante japonesa Rakuten por US$ 900 milhões, e no ocidente, como o WhatsApp, comprado pelo Facebook por exorbitantes US$ 19 bilhões.

O valor de mercado do KakaoTalk não é de se ignorar. Segundo um levantamento do Wall Street Journal, um possível IPO da companhia pode render até US$ 2 bilhões na Coréia do Sul.

Em abril do ano passado o KakaoTalk foi oficialmente lançado no Brasil, o primeiro país fora da Ásia  em que a empresa lançou a plataforma.

Segundo analistas, ao se tornar uma "empresa grande", a fusão da Kakao com a Daum sinaliza o final da segunda geração de apps de mensagens. Se a primeira geração nasceu no final dos anos 90 focada nos desktops (ICQ, AOL Messenger, MSN Messenger, Skype), a segunda leva surgiu a partir de 2009, com apps como WhatsApp, Viber e Line, focando na mobilidade.

"Estamos testemunhando o fim do crescimento de startups independentes focadas em sistemas de mensagens mobile que começou há cerca de cinco anos atrás", destacou o analista Danny Crichton, do TechCrunch.

No entanto, com estes serviços agora debaixo dos guarda-chuvas de grandes corporações, se inicia uma nova concorrência para a conquista do consumidor final.

"As principais companhias dos Estados Unidos agora tem seus próprios serviços de mensagem, e muitas da Ásia também. Estamos às vésperas de testemunhar a próxima grande guerra no segmento de mensageria", finalizou Crichton.