Vendeu. Foto: divulgação.

A Vivendi anunciou nesta sexta-feira, 26, que venderá boa parte de sua participação na publisher de games Activision Blizzard, em um negócio que renderá US$ 8,2 bilhões ao conglomerado francês, e pode representar o ato final para que a empresa não venda a operadora GVT.

Os franceses comandam 61% da produtora de jogos, responsáveis por franquias rentáveis como Diablo e Call of Duty, que representaram ao grupo 14,2% da receita líquida e 39,2% do lucro operacional no primeiro trimestre do ano.

Segundo informação do Valor, a empresa alienará 52% de suas ações na companhia - 38% do capital social será transferido para a própria Activision e outros 14% para um consórcio formado por Bobby Kotick, CEO da publisher, e Brian Kelly, vice-presidente do conselho.

A expectativa é que a venda seja concluída até o fim de setembro. O conselho de ambas as empresas já aprovou a operação.

Após a transação, a Vivendi ainda contará com cerca de 83 milhões de ativos, mas com os novos bilhões em caixa, a empresa alivia sua dívida líquida, avaliada em cerca de US$ 17,5 bilhões.

NÃO VENDE MAIS

Devido ao seu endividamento, desde o ano passado se comentava em um possível torra-torra da Vivendi para equilibrar suas contas. A venda da Activision Blizzard era uma hipótese, mas antes disso, uma das divisões mais cotadas para a venda era a operadora brasileira GVT.

No final de 2012, os franceses colocaram a operadora no mercado, mas acabaram não recebendo ofertas que encontrassem o preço desejado, que era de € 7 bilhões. Uma das interessadas era a Telecom Itália, que controla a TIM no Brasil, mas o alto valor pedido acabou melando a compra.

Em abril deste ano, por falta de ofertas que encontrassem o preço desejado, a Vivendi suspendeu a venda da operadora. Com o capital levantado com a venda da Activision, tudo indica que a GVT não voltará à mesa de negociação tão cedo.