Alberto Blanco, fundador da Veek. Foto: Divulgação.

A Veek, operadora móvel virtual (MVNO) focada no público jovem, recebeu a homologação da Anatel esta semana. 

Ela vai atuar no regime de MVNO credenciada, conectada à plataforma da EUTV, que por sua vez está homologada no regime de MVNO autorizada e utiliza a rede da TIM, explica o MobileTime.

A homologação da Anatel está em nome da Lanis Redes e Consultoria, empresa responsável pela Veek. 

A operadora planeja iniciar um teste beta até o final do ano, lançando comercialmente a operação em fevereiro de 2017.

Em relação ao seu modelo de negócios, a Veek se diferencia das concorrentes em dois pontos principais: a tarifa única para o minuto de voz, independentemente da ligação ser para fixo ou móvel, local ou de longa distância, assim como um tarifa única por MB e por SMS; e o conceito de marketing multinível, remunerando assinantes que trouxerem novos usuários. 

Os clientes receberão 2,5% do valor da recarga de todos os assinantes que trouxerem, mais 1% sobre as recargas feitas pelos convidados dos seus convidados e mais 1% no nível seguinte, relata o Mobile Time.

O fundador da Veek, Alberto Blanco, foi o primeiro diretor de marketing da Oi, responsável pelo lançamento da marca há quase 15 anos. Atualmente ele é CEO da agência de marketing Riot, que vai desenvolver a campanha de lançamento da Veek.

O Brasil conta outras MVNOs em operação, como Porto Seguro, Vodafone e Terapar. As características desse grupo são utilizar a rede de outras operadoras e comprar minutos, sms e dados no atacado, recebendo desconto em relação ao preço médio do varejo.

No final do ano passado, a Assembleia de Deus, maior denominação evangélica e pentecostal no mundo, com cerca de 66 milhões de fiéis globalmente e 22,5 milhões no Brasil, lançou no país a Mais AD, sua própria MVNO.

Já a Sisteer, MVNE francesa, recebeu autorização da Anatel para atuar como MVNO e assinou um contrato com a operadora Vivo, mas ainda não anunciou planos de iniciar as atividades no Brasil.

Segundo o 5G Americas, o mercado global de MVNO faturará entre U$ 70 bilhões e 90 bilhões em 2023. Atualmente, o alcance das linhas MVNO é de menos de 1% no Brasil. Na Colômbia, que lidera o segmento na América Latina, o índice fica em 6%.