GESTÃO

Connectcom monta conselho de peso

26/08/2021 10:05

Empresa deu uma sacudida interna, aproveitando também para trocar o nome.

Valter Lima.

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A CTC, uma integradora de soluções em tecnologia sediada em São Paulo antes chamada Connectcom, acaba de criar um conselho consultivo para o qual convidou alguns pesos pesados do mercado de tecnologia.

O novo conselho consultivo é presidido por Cláudia Cohn, CEO do Alta Excelência Diagnóstica, que faz parte da Dasa, maior ecossistema de saúde integrada do Brasil. 

Também participam Fábio Rios, sócio da empresa de monitoramento de mídia  Knewin e um empreendedor com longa trajetória no mercado digital; Sergio Marques, ex-diretor executivo da Globo Ventures e José Moura, um dos sócios fundadores da CTC.

“Estamos em um processo de transformação acelerada e a função do conselho será a de apontar os melhores caminhos”, afirma Valter Lima, CEO da CTC.

Um conselho desse tipo, com nomes independentes de mercado, é uma característica de empresas com capital aberto, ou ambições de eventualmente abrir capital, o que parece uma perspectiva ainda distante para a CTC, que tem 1,3 mil colaboradores e um faturamento na casa de R$ 150 milhões por ano.

“O conselho consultivo veio para nos ajudar a preparar a empresa para construir uma visão de futuro mais estruturada, mais focada em produto e tecnologia”, indica Augusto Angelis, Head de Marketing, Produtos e Novos Negócios da CTC, afirmando que a ideia é uma reestruturação visando o crescimento, sem planos de abertura de capital no curto prazo.

A CTC tem quase três décadas de mercado e uma boa base de clientes com a qual trabalhar o novo posicionamento, incluindo 100 nomes, entre eles organizações de grande porte como Claro, PagSeguro, L’Óreal, Porto Seguro e Latam na iniciativa privada.

Uma parte importante da carteira está no setor público, incluindo nomes como Caixa Econômica Federal, Ministério Público Federal, Polícia Federal, Petrobras e BNDES. 

A CTC trabalha com um leque grande de soluções, indo desde help desk até monitoramento de infraestrutura, passando por desenvolvimento de software e algumas soluções específicas para o setor de saúde (um bom motivo para convidar Cláudia Cohn para presidir o conselho).

Agora, a empresa projeta expansão dos negócios de serviços em setores em alta como automação, processos com RPA e Inteligência Artificial.

A CTC também tem apostado em aquisições, como a Interaktiv, especialista no desenvolvimento de soluções eficientes para web e mobile com foco em hospitais, laboratórios e planos de saúde, reforçando sua atuação no segmento de saúde, comprada no ano passado.

Neste ano, a empresa adquiriu a Klink, startup especialista em processos inteligentes, em um negócio de R$ 19 milhões. Com isso, ampliou sua atuação em AI, machine learning e robotização.

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