Vendas do Black Friday Brasil 2012 extrapolou as expectativas. Foto: reprodução.

A edição 2012 do Black Friday brasileiro, realizada na última sexta-feira, 23, superou novamente as expectativas, segundo aponta a consultoria ClearSale, especializada em autenticação de compras virtuais. As vendas movimentaram R$ 217 milhões no comércio eletrônico brasileiro.

De acordo com a consultoria, o valor é 117% maior que o montante faturado na mesma data do ano passado. A previsão inicial do Busca Descontos, portal organizador do Black Friday, era levantar cerca R$ 135 milhões - 35% a mais que em 2011.

Cerca de 300 lojas virtuais fizeram ofertas nas mais variadas categorias durante as 24 horas de evento.

Segundo dados levantados pelo ClearSale, bastaram apenas 12 horas para que o Black Friday Brasil 2012 ultrapassasse o recorde de vendas estabelecido na edição de 2011.

Foram realizados 541,5 mil pedidos, com ticket médio de R$ 401. As categorias mais buscadas foram eletrônicos, informática, celulares, eletrodomésticos e videogames.

Consumidores da região Sudeste responderam pela maior parte dos acessos (71,5%), seguidos de Sul (11,2%), Nordeste 9,9%, Centro-Oeste (5,2%) e Norte (2,1%).

Segundo Pedro Eugenio, CEO do Busca Descontos. o Black Friday Brasil superou as expectativas, tanto em vendas como na repercussão.

"As lojas que souberam aproveitar a data venderam muito, já os varejistas que promoveram ofertas maquiadas foram repudiados pelas críticas dos consumidores e devem se preparar mais para a próxima edição”, afirma

NEM TUDO É ALEGRIA

Mesmo com a euforia do consumismo que tomou conta do público durante a Black Friday, os compradores mais atentos notaram preços irregulares durante a promoção, identificando e reclamando dos preços inflados, "maquiados" pelas lojas com descontos gigantes, passando a impressão de economia.

De olho na manobra dos sites, o Procon-SP foi atrás e constatou preços inflados em diversos sites participantes da promoção. As empresas Extra (lojas física e virtual), Ponto Frio, Submarino, Americanas, Walmart, Saraiva e Fast Shop foram notificadas pela entidades e devem se explicar até a sexta-feira, 30.

O varejo do sul ficou de fora do agito e da polêmica do Black Friday por um simples motivo: com exceção da Colombo e da Taqi, ninguém mais participou.

POR LÁ

Nos EUA, as vendas no varejo online superaram 1 bilhão de dólares pela primeira vez este ano.

De acordo com dados da consultoria comScore, as vendas online nesta Black Friday cresceram 22%. Na mesma data do ano passado, o comércio eletrônico americano vendeu US$ 816 milhões.