Os resultados estão lá embaixo presidenta. Foto: flickr.com/photos/agecombahia

A Petrobras atravessa a pior situação financeira em 19 anos, devido a uma combinação de produção estanque e investimentos acima da geração de caixa. 

De acordo com uma análise dos números da estatal de petróleo brasileira publicada no Valor Econômico nesta terça-feira, 26, a produção em setembro foi de 1,921 milhão de barris/dia, um pouco abaixo dos  2,021 milhões de barris/dia da média de 2011.

A dívida líquida aumenta trimestre a trimestre, saltando mais de R$ 135 bilhões desde a capitalização de R$ 120 bilhões feita há três anos, para R$ 193 bilhões em setembro, sendo R$ 45 bilhões com o BNDES e outros R$ 20 bilhões divididos entre Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. 

Na outra ponta, desde o aumento de capital, o valor de mercado da companhia caiu 30%, de R$ 373,8 bilhões em setembro de 2010 para R$ 263,3 bilhões em setembro deste ano.

Fontes ouvidas pelo Valor apontam que não é viável o governo colocar mais dinheiro na empresa e que a solução seria aumentar preços. 

Na semana passada, a defasagem dos preços no Brasil comparados aos praticados no mercado americano estava em 13% na gasolina e 16,5% no diesel.

A medida é defendida pela diretoria da estatal mas encontra oposição do Ministério da Fazenda. O governo tem usado preços subsidiados como uma maneira de conter a inflação.