Raspberry Pi Zero custa US$ 5. Foto: reprodução.

Nos Estados Unidos, é possível comprar um café grande por cerca de US$ 5. Pelo mesmo preço, é possível comprar um computador. Essa é a proposta da britânica Raspberry Foundation, que lançou esta semana o Pi Zero, placa de computação programável com o preço mais acessível já feito.

A empresa, que prega a disseminação de tecnologias de computação por preços acessíveis - seu modelo anterior, o Pi 1, era vendido por cerca de US$ 20 - incluirá o Pi Zero em sua revista MagPi. Ou seja, para quem comprar a revista, o computador sairá de graça.

Mesmo com o preço irrisório, o aparelho não é de se jogar fora. Ele conta com 512MB de RAM, um slot para cartão micro SD (usado para armazenamento de arquivos), entrada mini HDMI e um processador 40% mais rápido que o visto no Pi 1.

Para analistas, o esforço da Raspberry em popularizar e democratizar a computação é um esforço admirável. Diversos desenvolvedores, inclusive no Brasil, já apoiam a iniciativa, usando os equipamentos da empresa para projetos de computação.

Segundo dados divulgados pela companhia em março deste ano, em três anos de mercado para o Pi 1, foram vendidos cerca de cinco milhões de unidades. No último ano, apenas, a empresa registrou uma média de meio milhão de aparelhos vendidos por mês.

"O objetivo da Raspberry sempre foi o de trazer mais pessoas para a parte de programação ao fazê-la bastante acessível. No espaço de apenas três anos, ela encolheu seu preço para um quinto do valor original, e expandiu suas capacidades", afirmou Vlad Savov, do The Verge.