Juan Carlos Lopez-Vives, CEO Telefonica Business Solutions e Javier Santos, Diretor Executivo da Unify.

A Telefónica Business Solutions, braço de comunicações integradas para o mercado corporativo da telco espanhola, fechou um acordo para vender os produtos da Unify na América Latina.

O acordo prevê que o software da Unify será oferecido na nuvem da Telefónica.

“Os nossos clientes pretendem adotar soluções avançadas de comunicação empresarial sem necessidade de investimento inicial, totalmente geridas pela Telefónica e isto de uma forma simples, viável e segura”, declarou José Luis Gamo, Diretor de Produtos e Soluções B2B da Telefónica Business Solutions.

A Unify tem tomado medidas para ampliar seu canal na América Latina. No final de outubro, a empresa fechou um acordo de distribuição com a Network1, distribuidora da ScanSource Inc. 

O negócio engloba as vendas no Brasil, Colômbia, México, Peru, países da América Central e Caribe, que fazem parte da área de atuação da Network1.

Até então, a Unify era distribuída no país apenas pela Velans, uma distribuidora especializada em comunicações criada pela Phonoway, empresa que era ela mesma um dos maiores revendedores na marca no país.

Muitas outras mudanças devem vir pela frente na Unify, que acaba de ser adquirida pela Atos por  US$ 370 milhões.

Fundada em 2008, com o nome Siemens Enterprise Communications e com sede em Munique, a Unify é uma joint-venture entre o The Gores Group (51%) e a Siemens (49%). A Siemens também é dona de uma participação de 12% na Atos, o que deve ter facilitado o negócio.

A Unify tem uma receita de 1,2 bilhão de euros e vinha tentando um reposicionamento desde 2013, quando adotou o atual nome.

Desde então, a companhia atravessa um período de transformação em seu modelo organizacional para melhorar sua posição em um mercado de intensa competição contra organizações do porte de Cisco e Avaya, para ficar em apenas dois exemplos.

Assim como muitos players que atuam na oferta de soluções de comunicação, a fabricante também trabalhava para deixar de ser uma provedora de hardware para fortalecer suas frentes de software. 

A empresa tem no Brasil unidades em nove cidades: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Brasília e Campinas. 

Agora é ver como repercutirá por aqui a aquisição. A Atos se tornou nos últimos tempos uma compradora em série, no que parece uma tentativa de consolidar um concorrente europeu forte aos players americanos de tecnologia.

Em dezembro do ano passado, a Atos levou a  unidade de terceirização de tecnologia de informação da Xerox por US$ 1,05 bilhão.

Meses antes, já havia sido adquirida a também francesa Bull, em um negócio de aproximadamente € 620 milhões para criar uma gigante europeia no segmento de computação em nuvem e segurança na web.

Segundo dados da Reuters, a Atos, atual quinto lugar em cloud no continente em receita, com a compra da Bull, décimo lugar na região, alcançaria o segundo lugar no mercado europeu, passando a Microsoft e ficando somente atrás da Amazon.

Sediada em Bezons, região metropolitana de Paris, a Atos teve em 2012 (último resultado divulgado) um faturamento de € 8,84 bilhões. A Bull, por sua vez, teve em 2013 uma receita de € 1,26 bilhão.