A Rebel, fintech de crédito que está em operação desde o ano passado, levantou R$ 16,6 milhões via securitização de créditos financeiros. Foto: Pixabay.

A Rebel, fintech de crédito que está em operação desde o ano passado, levantou R$ 16,6 milhões via securitização de créditos financeiros. Emitidos pela Vert Fintech, os papéis foram comprados pela XP Investimentos e pela Point Break Capital.

Rafael Pereira, CEO da Rebel, considera o valor captado importante, inicialmente, para mostrar a performance da carteira de clientes da Rebel e para ganhar a confiança dos investidores. A expectativa é que a próxima oferta seja 10 vezs maior.

Para Pereira, a securitização de créditos financeiros oferece vantagens tanto para o negócio quanto para os consumidores e investidores. 

"Além de ser uma maneira de obter capital para realização dos empréstimos, o processo também ajuda a reduzir custos na operação. Essa diminuição no custo de captação, claro, é repassada aos consumidores. Também é uma ótima oportunidade para investidores, que passam a contar com mais um segmento em potencial e com maior retorno para investir", comenta.

Para viabilizar o processo, a Rebel contratou a Vert Capital. 

"Optamos por operar com uma empresa terceirizada para garantir mais transparência aos investidores", explica Pereira.

Além disso, por meio de sua tecnologia de blockchain para certificação dos contratos, a empresa fornece aos investidores as informações necessárias sobre os empréstimos realizados.

A Rebel oferece aos seus clientes empréstimos de até R$ 25 mil por meio de seu portal online, com até 24 meses para pagar e taxas de juros a partir de 2,9% ao mês.

Pereira, CEO e co-fundador da Rebel, já atuou em empresas como Enova International, KPMG e BRQ IT Services. Os outros fundadores são Andre Botelho Bastos (que passou por The Kraft Heinz Company, Enova International e HSBC) e Paulo Asterio Nunes (ex-WDEV e ThinkBRQ IT Services.