Catia Tokoro. Foto: Baguete.

Depois de promover diversas reformulações em sua estrutura interna para afinar sua estratégia de negócios para clientes finais e corporativos, a Oi espera um 2016 de maior crescimento no B2B, tanto em receita como em ofertas.

A expectativa é da nova diretora de negócios B2B, Cátia Tokoro, que assumiu este mês a função que até então era desempenhada por Maurício Vergani, atual Diretor de Estratégia e Transformação do Negócio da operadora.

Para a executiva, a companhia está se preparando para acelerar um incremento de 50% em suas vendas corporativas, ancorada tanto em serviços de telefonia, quanto os de dados e TI, que tiveram seu portfólio ampliado e modificado no final de 2015.

Com isso, a operadora fixou uma meta ambiciosa em relação aos números que a empresa teve em 2015, quando cresceu cerca de 20% a sua receita em TI e dados. A empresa ainda não divulgou seus resultados consolidados referentes ao período.

"Mantemos uma programação de lançar uma nova solução B2B por trimestre. Para 2016, continuaremos com este roadmap de desenvolvimento de produtos e serviços para ajudar empresas a reduzir custos e aumentar produtividade", afirma Tokoro.

Em dezembro, a empresa apresentou uma de suas soluções mais disruptivas até o momento. Focado em PMEs, o Oi Mais Empresas apresentou uma nova estratégia de precificação, com um modelo de preço fixo por linha (convencional, móvel ou banda larga), uma forma de atrair clientes que não querem lidar com diferentes cobranças por uso ou excedentes.

Segundo explicou Vergani na época do lançamento do produto, a expectativa da companhia com o Mais Empresas é dar um ganho substancial em PMEs na sua base de clientes B2B. Atualmente a companhia tem 1 milhão de clientes nesse segmento, representando 16% do share de pequenas e médias empresas no país.

"As pequenas representam um grande foco para atrair novos clientes, já que estamos falando de mais de 11 milhões de CNPJs ativos em busca de comunicação, mas de olho em preços competitivos para reduzir custos", avalia Tokoro.

Já para o segmento de médias, a empresa pretende aumentar a penetração de seus serviços de TI, com soluções de comunicação e produtividade de equipes de campo, incluindo uma operação interna de força de vendas para fomentar esta frente.

"Para o primeiro trimestre, vamos lançar uma solução de telepresença como serviço", revelou a diretora, que afirmou estar em conversas com um parceiro tecnológico para o fornecimento da solução, que será sediada em um datacenter próprio da Oi.

Para o segundo semestre, a empresa também já mira a oferta de seus primeiros produtos de Internet das Coisas (IoT) para empresas.

Atualmente a companhia está trabalhando em parceria com a Nokia Networks para a criação de um laboratório local de desenvolvimento de projetos na área.

A ideia é desenvolver soluções para áreas como Agronegócio, Casas e Cidades Inteligentes e saúde. "Além disso, estamos bastante focados em trazer soluções de segurança para IoT corporativa, algo que será essencial à medida que o conceito se popularizar", afirma Tokoro.

A chegada de Cátia Tokoro à liderança do B2B é parte de um redesenho abrangente que a Oi fez em seu quadro executivo.

A principal mudança foi a criação da Diretoria de Estratégia e Transformação do Negócio. Coordenada por Maurício Vergani, a área vai acumular as divisões de estratégia e novos negócios, comunicação corporativa, comunicação e marketing, gestão e gente, assim como o escritório de transformação, criado em 2015 para fazer o controle de custos e aumento de produtividade.

A pasta contará também com uma diretoria recém-criada, de digitalização. Além desta mudança, outras áreas de negócios tiveram mudanças em suas diretorias, com as saídas de Carlos Cidade, diretor de Política Regulatória e Setorial, assim como Carlos Aragão, diretor de Relações Institucionais e Regulamentação.