VALE DO SILÍCIO

Wharton Angels buscam startups do Brasil

27/03/2018 13:37

Eduardo Küpper e Guilherme Freire se conheceram em Wharton durante o mestrado.

A Wharton Alumni Angels reúne um grupo de investidores-anjo. Foto: Divulgação.

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Dois ex-alunos da Wharton School, da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, fundaram a Wharton Alumni Angels, um grupo de investidores-anjo que tem como objetivo aproximar as startups brasileiras de investidores e executivos de Wharton e do Vale do Silício.

Eduardo Küpper, investidor-anjo e co-fundador de empresas como Vesta Partners, eGenius Founders, F(x) e Helpling, e Guilherme Freire, empreendedor serial e co-fundador da Livo Eyewear, se conheceram em Wharton durante o mestrado e tiveram contato com diversos executivos e empreendedores do Vale do Silício.

A dupla buscou alavancar a rede de colegas e ex-alunos para analisar empreendimentos com potencial para receber investimentos. Em Janeiro de 2018, a ideia se tornou concreta com o lançamento do Wharton Alumni Angels no Brasil.

O primeiro passo para uma startup solicitar o investimento do grupo será um cadastro na plataforma da empresa, que deve ser lançada no final de março. 

Após um processo de triagem, a Wharton Alumni Angels indica as startups que atendem todos os critérios para receber um aporte para uma rede de investidores – que, em maioria, também são ex-estudantes de Wharton.

"Quando eu estava na Livo tive muita dificuldade para levantar fundos, pois era um projeto diferente do perfil dos VCs tradicionais do Brasil. Ao sair da operação da empresa, tive a ideia de apostar em um veículo de investimento e iniciei conversas com diversas instituições. O objetivo é que nossa plataforma ajude outras startups em estágio inicial que necessitem de investimento e não tenham ninguém que acredite nelas", explica Guilherme Freire, co-fundador da Wharton Alumni Angels Brasil.

Para 2018, a expectativa é de que a plataforma movimente até R$ 12 milhões em investimentos para pelo menos sete novos negócios. 

"Aqui no Brasil, muitas vezes, o empreendedor abre seu próprio negócio sem ter acesso a uma rede de networking e com pouco conhecimento teórico. Queremos que esse pequeno empresário tenha contato com a cultura de empreendedorismo do Vale do Silício, local onde estão concentradas as maiores startups do mundo. Essa troca de experiências é tão fundamental quanto o aporte para o sucesso de um novo negócio", finaliza Freire.

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