Garry Kondakov. Foto: divulgação.

A Kaspersky, multinacional especializada em soluções de segurança desmembrou sua operação brasileira de sua divisão América Latina, dando autonomia à sua divisão no país.

Segundo destacou a empresa russa em nota à imprensa, com a mudança a filial passa a responder diretamente para a sede da empresa, em Moscou.

Com as mudanças, Daniel Molina, antigo diretor da divisão de Mercados Emergentes da América Latina, foi nomeado diretor geral de Mercados Estratégicos da América Latina, que inclui mercados emergentes da região e México. 

Claudio Martinelli permanecerá como diretor geral da Kaspersky Lab no Brasil. Tanto Molina quanto Martinelli passam a se reportar diretamente a Garry Kondakov, diretor global de Negócios.

De acordo com o diretor-geral da companhia no país, Cláudio Martinelli, a decisão foi tomada para aproveitar o potencial do mercado local.

"Trata-se de uma oportunidade de investimento", afirmou o executivo, que também prevê a criação de um programa de vendas específico para o país. A meta da companhia é dobrar a sua receita no país até 2018. A Kaspersky não abre valores de faturamento.

A empresa também reforçou o quadro de profissionais para o país, repatriando analistas que trabalhava na divisão de suporte técnico para a América Latina, em Miami.

Com isso, a multinacional inaugurou um novo escritório no país, com o dobro do tamanho e contando com um centro dedicado para suporte aos clientes locais.

Para o mercado nacional, a companhia aposta no potencial de uma adoção maior de soluções pagas de segurança, já que os programas gratuitos ainda são maioria. O mercado de segurança para dispositivos móveis também é um dos focos da empresa no país.

O foco no mercado brasileiro tem boas razões: segundo dados divulgados pela consultoria PriceWaterhouse em 2014, os investimentos em segurança da informação nas empresas subiram 51% em 2013, entretanto ainda respondem a uma fatia pequena nos investimentos de TI, representando apenas 3,8% de tudo o que foi gasto com tecnologia.

No Brasil, de 700 empresas ouvidas pelo estudo, 55,3% afirmaram ter gastado menos de US$ 1 milhão em 2013, muito abaixo da média global, que foi de US$ 4,3 milhões.

O total de ataques também aumentou esse crescimento no investimento. Apenas em nosso país foram registradas 4,6 mil ameaças, um crescimento de 138% em relação ao que foi registrado pela consultoria em 2012. No cenário internacional, houve crescimento de 25,1%.

De acordo com os resultados operacionais da Kaspersky Lab em 2014, a empresa obteve 10% de crescimento B2B na América Latina, com 25,3% em Corporações e 6,5% em PMEs - todos estes números foram alcançados enquanto se mantinha foco total em cibersegurança. 

Segundo dados da própria companhia, a Kaspersky Lab é o segundo maior fornecedor B2B na América Latina e está no top 3 da região para mercados B2B e B2C.

Para Garry Kondakov, a empresa decidiu realinhar negócios na região para trazer mais parceiros, conferindo à América Latina desenvolverá um papel ainda mais importante dentro dentro do segmento de mercados emergentes.

"A nova organização confere aos executivos locais maior flexibilidade para cavarem grandes oportunidades de negócios e também abre caminho para que a região siga com seu crescimento progresivo em 2015, podendo até superar o recorde de vendas do ano anterior", afirma Kondakov.