Azul pronta para vender ações. Foto: divulgação.

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A Azul deverá abrir seu capital em breve, com a expectativa de levantar cerca de R$ 1,1 bilhão em sua oferta inicial de ações.

A companhia aérea registrou junto à Comissão de Valores Mobiliários o pedido de abertura de capital e venda de ações da bolsa na última sexta-feira, 24, segundo informação do Valor. A expectativa é que a estreia na bolsa ocorra até meados de julho.

O dinheiro da oferta primária, composta de preferenciais nominativas (sem direito a voto), será direcionado de volta à companhia e será investido na continuidade do plano de expansão da empresa, com a renovação de sua frota de aviões.

Vale lembrar que em maio de 2012 a Azul fundiu suas operações com outra companhia aérea, a Trip, duplicando sua frota para mais de cem aviões, passando a ter um market share de 15% no país, contra 38% da TAM e 34,4% da Gol.

Com a venda destes papéis, a empresa está disposta a repassar parte de seus rendimentos a investidores, mas o controle da empresa continua concentrado nas mãos de acionistas majoritários, sem alterar a estrutura da companhia.

O controle da Azul pertence ao americano naturalizado brasileiro David Neeleman, que detém dois terços das ações ordinárias. Os grupos Águia Branca e Caprioli, oriundos da Trip, têm o restante das ONs.

Por isso, embora não deem direito a voto e não façam parte do bloco de controle, as PNs da Azul têm maior valor econômico que as ordinárias.

A vendas das ações acompanha dois movimentos da companhia aérea, que quer intensificar sua participação no país, reforçando o serviço e também aliviando a crise sofrida em 2012, quando teve prejuízo líquido de R$ 170,8 milhões. Por outro lado, a empresa teve lucro  no primeiro trimestre de 2013.

O retrato exposto pelos números do ano passado foi semelhante ao de suas rivais: caixa apertado, endividamento elevado e piora do desempenho operacional.

Segundo destacou a Azul em nota, "o capital atual é suficiente para atender o financiamento das atividades e cobrir a necessidade de recursos para os próximos 12 meses, no mínimo".