Debora Bortolasi, diretora de Marketing, Produtos e Inovação Digitais B2B.

A Vivo lançou uma plataforma para vender serviços em nuvem da Microsoft, Huawei Cloud e AWS, com planos para incluir também o Google até o final do semestre.

Em nota, a operadora afirma que a sua plataforma digital tem a proposta de ser um marketplace para o portfólio digital da companhia e um hub digital com um poderoso ecossistema de parceiros e soluções.

No caso da Microsoft, a oferta inclui a nuvem Azure e todas as opções de licenciamento, como Office 365, Dynamics e Windows 10.

Em outras palavras, a Vivo Empresas está se posicionando como uma intermediária entre as diferentes nuvens e os clientes corporativos, o que no jargão do mercado se conhece como ser um “broker”.

O cliente paga para a Vivo e obtém relatórios de consumo online com análises sobre custo versus hora, armazenamento, tráfego de saída de rede, dashboards de monitoramento para melhor gestão de recursos, relatórios personalizados, e outros benefícios.

"Esperamos proporcionar uma experiência 100% online aos nossos clientes, possibilitando contratação facilitada do nosso portfólio digital e entregando também toda uma camada de gerenciamento destes serviços. Tudo isso feito de maneira simples, fácil e intuitiva", explica Debora Bortolasi, diretora de Marketing, Produtos e Inovação Digitais B2B.

O anúncio da Vivo é um desses momentos de “se não pode vencê-los, una-se a eles”.

Ainda em 2015, a Telefónica Business Solutions, divisão corporativa da controladora da Vivo e aparentemente antecessora do Vivo Empresas, fechou um acordo mundial com a Huawei focado em nuvem.

A parceria previa que a Huawei seria responsável por um serviço de computação em nuvem da Telefônica hospedado nos data centers da operadora e baseado em tecnologia Open Stack. Brasil, Chile e México foram os primeiros países nos quais a novidade esteve disponível.

No meio tempo, como muitas outras operadoras de telecomunicações, a Telefónica viu que não conseguiria competir no mercado de computação em nuvem com players como AWS e Microsoft, que estavam se estabelecendo rapidamente como os donos da nuvem pública.

No começo do ano passado, surgiu inclusive a informação de que os data centers da Telefônica no Brasil, assim como outras estruturas do tipo pelo mundo, estariam à venda, em um negócio avaliado em US$ 600 milhões que estaria sendo disputado por Brookfield, Digital Realty e Equinix.

A Telefônica tem 25 data centers em nove países, sendo oito deles na Espanha e três no Brasil. Um dos data centers brasileiros, inaugurado em 2012 em Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo, deve ser uma das jóias da coroa (os outros dois data centers brasileiros provavelmente são estruturas antigas).

O centro de dados paulista custou R$ 400 milhões na época, tem 33 mil metros quadrados e está em um terreno de mais de 70 mil. Em um vídeo triunfante divulgado na época, a Telefônica já projetava uma ampliação para 2019 no local.