Alexandre Maioral, vice-presidente de tecnologia e inovação da Oracle na América Latina. Foto: Divulgação.

A Oracle aposta na combinação de todo o seu conjunto de nuvem, com aplicativos, dados, plataforma e infraestrutura oferecidos no modelo de serviço para ganhar mercado em relação aos líderes do segmento, mais fortes no segmento de infraestrutura.

Em maio, o Gartner reduziu pela metade o número de empresas analisadas no seu Quadrante Mágico para Infraestrutura como Serviço (IaaS). 

Entre as empresas que permanecem na análise, AWS e Microsoft estão disparadas na frente na área de líderes, seguidas de longe pelo Google.

Alibaba Cloud, Oracle e IBM aparecem na categoria players de nicho.

Neste segmento, a Oracle não é citada na pesquisa de market share do Gartner, por ter uma fatia menor que 2%, se encaixando na categoria “Outros” (que soma 41,2% de participação).

O setor é liderado pela AWS, com 44,2% do mercado. A lista segue com Microsoft (7,1%), Alibaba (3%) e Google (2,3%).

Já na categoria de software como serviço, os dados da Synergy Research Group mostram que a Microsoft é a campeã em receitas de SaaS, tendo superado a Salesforce, líder de mercado por muitos anos, em 2016. 

No ranking global de SaaS, Microsoft e Salesforce são seguidas por Adobe, Oracle e SAP.

“Em relação aos vendors comentados [AWS e Azure] acredito que localmente estamos muito bem servidos, de igual para igual, com qualquer outra oferta de IaaS ou PaaS, com a vantagem de combinar SaaS e DaaS”, declara Alexandre Maioral, vice-presidente de tecnologia e inovação da Oracle na América Latina.

Maioral destaca que a Oracle já tem dois data centers operando na região (Microsoft, AWS e Google também abriram centros locais nos últimos anos).

A suíte de aplicativos em nuvem da Oracle é composta por Supply Chain Management (SCM), Customer Experience (CX), Enterprise Resource Planning (ERP) e Human Capital Management (HCM).

“Hoje todo o portfólio cloud está preparado para atender projetos com as tecnologias emergentes de realidade virtual, robótica, internet das coisas, inteligência artificial e chatbots”, detalha Maurício Prado, vice-presidente de cloud business applications da Oracle na América Latina,

Já a área de DaaS oferece o Oracle Data Cloud, que fornece dados de várias fontes da Oracle e de terceiros para as áreas de vendas e marketing.

No segmento de plataforma como serviço a Oracle permite que profissionais desenvolvam, ampliem e protejam aplicativos que utilizam análises avançadas. A solução suporta vários padrões abertos (SQL, HTML5, REST e mais) e soluções de código aberto (como Kubernetes, Hadoop e Kafka) e uma variedade de linguagens de programação, bancos de dados e estruturas de integração.

Para infraestrutura, a Oracle oferece serviços em áreas como rede, governança, banco de dados, balanceamento de carga, entre outros.

“Outro diferencial nessa competição em nuvem é que como história da Oracle, ela sempre atuou no mercado corporativo, operando aplicações de missão crítica, então temos percebido uma aceitação muito grande de empresas que ainda não haviam testado enviar esses ambientes para a nuvem, mas com a Oracle tem se sentido confortáveis para isso”, reforça Marcos Pupo, vice-presidente de vendas para analytics e big data da Oracle na América Latina.

Na América Latina, onde o Brasil representa cerca de 50% dos negócios, a Oracle tem mais de 2 mil projetos com soluções em cloud já vendidos. 

Desses, 500 projetos são focados em ERP e cerca de 1,2 mil são ligados a linha Fusion (que inclui produtos para gerenciamento de processos de negócios, integração de dados e arquitetura orientada a serviços).

*Júlia Merker cobriu o Oracle Open World em São Paulo a convite da Oracle.