PREÇO SALGADO

Voar vai ficar 56,3% mais caro em 2013

27/09/2013 12:46

Alta anual dos bilhetes será 15,2% nesse ano. Foto: flickr.com/photos/wildhaber.

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Os preços das passagens aéreas no mercado doméstico vão subir 56,3% entre setembro e dezembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2012. O valor supera a média de reajuste entre 2009 e 2012 que foi 39,8%.

De acordo com matéria do jornal Valor Econômico, o aumento está relacionado com o dólar e a querosene de aviação mais caros, além da menor oferta de assentos das companhias.

A perspectiva de especialistas indica que a alta anual das passagens aéreas será 15,2% nesse ano e segue em 2014, quando chega a 25,3%.

No mês de setembro, o preço do querosene de aviação calculado pelo Índice Geral de Preços (IGP) da Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 15% ante setembro de 2012.

Desde o ano passado, o dólar médio saiu de R$ 1,95 para R$ 2,10, alta de 7,7%, com picos de 25%, quando a moeda superou os R$ 2,50.  A previsão é que em dezembro desse ano alcance R$ 2,25 e no mesmo período de 2014 chegue a R$ 2,30.

Esse fator influência muito as operações das empresas aéreas, visto que os contratos de leasing, manutenção e combustível têm o cálculo feito pelo dólar.

As companhias não estão com muito fôlego no orçamento para apertarem o lucro. No ano passado, a Gol registrou perdas de R$ 1,5 bilhão e de R$ 524 milhões entre janeiro e junho desse ano. Já a Latam, que é dona da TAM e da Lan, teve um dano de R$ 638 milhões no primeiro semestre desse ano, após lucrar em 2012 R$ 5 milhões.

O total de assentos oferecidos por quilômetro (ASK) tiveram queda de 2,27% em agosto segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Para 2013, TAM e GOL estão eliminando 7% e 9%, respectivamente, da oferta disponível.

Dessa forma, os voos estão apresentando uma maior lotação e, assim, aumentam as possibilidades de uma cobrança maior nos bilhetes.

Os analistas esperam que os reajustes em 2014 no setor sejam mais distribuídos ao longo do ano.  Isso porque a volatilidade projetada pelos economistas para câmbio e petróleo é menor e as empresas já concluíram a maior parte dos ajustes. "Teremos um ano mais normal, com os reajustes mais ligados aos fatores sazonais, em períodos de férias, por exemplo", disse para o Valor o economista da LCA Consultores, Fabio Romão Romão.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) contestou as projeções dos economistas. Por meio de nota, a representante das companhias TAM, Gol, Azul e Avianca, disse que as condições atuais de mercado não permitem a elevação acentuada dos preços como as que foram mencionadas, pois podem resultar em um grande impacto à demanda.

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