A plataforma está ainda na sua versão beta. Foto: Flickr.com/79018998@N04.

A Palo Alto Networks e VMware anunciam uma parceria para permitir que os clientes automatizem o fornecimento e distribuição de segurança em data centers físicos ou virtuais, apoiada na plataforma VMware NSX Network Virtualization.

Ligada às aplicações, aos usuários e aos dados, a ferramenta tem o objetivo de apoiar as estratégicas de segurança cibernética.

"A nuvem apresenta novos e tradicionais desafios de segurança com base em atributos físicos. Pois, cuidar das portas e dos protocolos não é suficiente para proteger os ambientes altamente dinâmicos", afirma Jon Oltsik, analista sênior principal no Enterprise Strategy Group. 

Os clientes poderão usar as capacidades de inserção dos serviços de rede da VMware NSX com as tecnologias de segurança da Palo Alto Networks. Dessa forma, será possível implantar, migrar, escalar e proteger aplicações nos data centers. 

"Uma abordagem de segurança de próxima geração que facilite os desafios operacionais por meio da integração com a virtualização de rede, é um requisito para os clientes ampliarem suas implementações na nuvem com confiança", destaca.

O lançamento foi feito na versão beta e a disponibilização geral está prevista para o primeiro semestre de 2014. 

A expectativa é de que o produto ajude a acelerar a entrega de serviços de segurança de próxima geração a fim de apoiar a implementação de aplicação virtual. 

Ao redor do mundo, a VMware conta com quatro centros de dados nos Estados Unidos, um na Europa e um na Ásia. No país, são 1,1 mil canais, sendo 400 ativos.

A Palo Alto atua com 30 canais no Brasil e está presente em todos os continentes com 12,5 mil clientes. 

A empresa, que abriu capital na Bolsa de Nova York em 2012, teve receita total de US$ 96,5 milhões no segundo trimestre fiscal de 2013, alta de 70% ano sobre ano.

De acordo com relatório do Gartner, menos de 10% das conexões de internet são hoje protegidas por firewalls de próxima geração, os NGFWs, especialidade da Palo Alto. Na avaliação da consultoria, este número deverá saltar para 35% até 2014.