Celso Pansera. Foto: divulgação.

Há pouco mais de um mês no comando do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera afirmou nesta sexta-feira, 27, que se comprometerá a manter vivo o programa Startup Brasil, iniciativa que não abriu novas turmas em 2015.

De acordo com o ministro, os investimentos do MCTI em novas empresas inovadoras serão ampliados. Segundo informação do Convergência Digital, Pansera não chegou a se comprometer com números, mas afirmou que está trabalhando para evitar o contingenciamento e usar parte dos recursos da Finep para investir em startups e movimentar o Startup Brasil.

“Queremos ver como movimentar uma parte desses recursos para que não caia no contingenciamento dos fundos setoriais, para que possamos investir a partir do ano que vem pesadamente em startups, em novas empresas de inovação”, disse Pansera.

A declaração de Pansera joga luz sobre o estado indefinido em que o programa se encontra no ano. Desde seu início em 2013, o programa anunciava dois editais de seleção de startups por ano (um por semestre). Em 2015 nenhum edital foi lançado.

Deputado federal em primeiro mandato e com um histórico pouco representativo no segmento de tecnologia, Pansera assumiu o ministério no início de outubro e provavelmente está aos poucos se aclimatando na função.

Antes de Pansera, o ministério foi presidido pelo deputado Aldo Rebelo, outro deputado com pouco backgroung no segmento. Antes de Rebelo, os últimos dois nomes a serem titulares foram Marco Antonio Raupp, ex-diretor geral do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e Clelio Campolina Diniz, ex-reitor da UFMG.

O posicionamento a favor de programas de fomento mostra que o executivo está preocupado em fazer seu tema de casa. Entretanto, resta saber como que o titular da pasta pretende levar esse plano adiante.

Atualmente o Start-Up Brasil apoia atualmente 183 startups nacionais e internacionais, possui uma rede de 17 aceleradoras em 7 estados brasileiros e mais de 50 parceiros públicos e privados.