Marca virou Amanco Wavin em 2019. Foto: divulgação.

A Amanco Wavin, especializada em tubos e conexões, adotou a solução de voice picking da Seal Sistemas no seu centro de distribuição, localizado em Joinville, no norte de Santa Catarina, para executar a separação dos produtos que ficam armazenados no local.

O aparelho é utilizado pela companhia com o software de logística Kairos e ambos foram desenvolvidos e implementados pela Seal.

A equipe da Amanco Wavin conheceu a tecnologia durante o evento Seal Voice Picking Day e decidiu incorporar 20 coletores de dados por comando de voz ao seu dia a dia operacional, disponibilizando-os para a metade dos colaboradores do CD.

Constituída basicamente por um terminal portátil, um headset e uma integração do sistema de gerenciamento logístico (WMS), a ferramenta utiliza palavras simples, como “Ok”, e o funcionário precisa apenas responder aos comandos da voz eletrônica, confirmando se estão ou não em conformidade com o objeto a ser separado.

Dessa forma, a tecnologia mantém livres as mãos e os olhos do colaborador, direcionando-os totalmente para os itens que precisam ser movimentados, e elimina a necessidade de digitar e conferir informações, o que diminui erros.

A solução utiliza um recurso biométrico que identifica se a voz corresponde à do colaborador designado e, além disso, permite que os equipamentos envolvidos sejam compartilhados por operadores que trabalham em diferentes turnos – à exceção do headset.

Antes, a manipulação dos itens no CD da Amanco exigia quatro etapas e, com o voice picking, o processo foi reduzido pela metade. Basta que o operador vá direto ao local do produto indicado pelo equipamento e faça as verificações solicitadas pela voz eletrônica.

Desde a implantação, a área de operações logísticas da Amanco Wavin registrou um ganho de 25% de produtividade por colaborador e  uma redução de duas horas no tempo necessário para concluir as tarefas diárias de separação.

“Com os coletores de dados por comando de voz e toda a implementação e o apoio oferecidos pela Seal Sistemas, ganhamos mais agilidade na separação dos nossos produtos e essa eficiência é percebida de forma positiva por nossos colaboradores, parceiros e consumidores”, afirma Luiz Fernando Marangoni, gerente de operações logísticas da Amanco Wavin no Brasil.

O prazo de treinamento e adaptação, inclusive para novos funcionários, foi reduzido em vinte vezes, caindo de cinco dias para seis horas.

Houve ainda ganho de escalabilidade, já que a maior produtividade proporcionada pelo voice picking dá à equipe a capacidade de absorver um aumento de até 30% sobre a demanda média. 

Segundo a empresa, isso ajuda a reduzir a necessidade de ampliar o time em períodos de pico no volume de itens que passam pelo galpão logístico.

“Encontramos na Amanco Wavin uma parceira estratégica devido a sua visão inovadora, juntamente com a necessidade de crescimento de suas operações. A companhia compreendeu muito bem como a tecnologia pode ser uma forte aliada para atingir e até mesmo superar seus desafios na cadeia logística”, afirma Ruy Castro, diretor comercial da Seal Sistemas.

A Seal segue prestando à companhia os serviços já recorrentes de pós-venda, manutenção e suporte técnico.

Para o futuro, além do picking, há um plano para que a tecnologia passe a abranger também as atividades de inventário, que realizam a contagem das mercadorias que passam pelo CD.

Com 32 anos de mercado, a Seal atua com uma gama ampla de tecnologias, incluindo ESL (etiquetas eletrônicas de preço), voice picking (coletores de dados por comando de voz), VBI (video business intelligence), RFID e soluções tradicionais como coletores de dados, impressoras, leitores de código de barras e infraestrutura para redes sem fio locais e metropolitanas.

A holandesa Wavin criou a primeira tubulação de pressão de PVC do mundo, em 1955, e hoje está presente em mais de 40 países. Já a Amanco foi fundada em 1998, com sede em São Paulo e sete fábricas espalhadas pelo Brasil.

As duas empresas fazem parte da holding mexicana Orbia, antiga Mexichem, que uniu as duas marcas em 2019, criando a Amanco Wavin. No ano passado, o grupo teve um faturamento de US$ 7 bilhões.