Eu deixo trair o português, pela sua segurança. Foto: divulgação.

Trair a gramática pode ser a melhor medida de segurança nas senhas online, segundo aponta um estudo da Universidade de Carnegie Mellon e pelo Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT).

Um grupo de pesquisadores traçaram um padrão em que o uso da gramática, principalmente nos casos que envolvem frases, pode dar dicas aos crackers para descobrirem senhas dos usuários.

Conforme destaca o IDGNow, os pesquisadores desenvolveram inclusive um algoritmo para demonstrar a descoberta. A apresentação ocorrerá na conferência de dados e aplicações de segurança e privacidade Association for Computing Machinery, em 20 de fevereiro, em San Antonio.

O algoritmo de cracking criado pelo time testou 1434 senhas que continham 16 ou mais caracteres, e decifrou 10% do conjunto de dados com o uso deste sistema.

"Nós não devemos confiar cegamente no número de palavras ou caracteres em uma senha como medida de segurança", divulgaram os pesquisadores em nota, afirmando que uma senha baseada em uma frase ou uma sentença curta, mesmo sendo mais fácil de lembrar, ela também é fácil de ser decifrada.

Um fator que torna as frases mais fáceis de decifrar são as convenções gramáticais estabelecidas. E aí que o uso "errado", ou pelo menos incomum da gramática pode ajudar em criar uma senha mais segura.

Conforme os pesquisadores, uma frase com pronome-verbo-adjetivo-substantivo tem mais chances de ser crackeada do que uma composta com a sequência substantivo-verbo-adjetivo.

Por incrível que pareça, no estudo conduzido no MIT, os pesquisadores notaram que a senha "martelado requisitos asinino" tem menos chances de ser quebrada do que o mais longo e aparentemente esperto "$0 pode h4v3r um #1!".

SENHAS RUINS

Por mais que se fale na necessidade de segurança e em proteção de dados pessoas na internet e outras plataformas, os usuários ainda insistem em usar senhas bem fracas, segundo destacou um relatório da Splashdata.

A desenvolvedora de softwares de segurança fez um levantamento das 25 senhas mais usadas em sites e serviços online, obtendo as informações em listas publicadas por hackers na internet.

As campeãs de preferência popular na lista da Splashdata ainda são as clássicas "password", "123456" e "12345678". Logo em seguida, as menos óbvias, mas igualmente estúpidas "abc123" e "qwerty" completam o top 5 das senhas.

No entanto, nas vinte posiçoes seguinte, ao lado de pérolas como "111111" e "letmein", figuram senhas inusitadas como "trustno1", "ninja" e "jesus".

Em seu relatório, a Splashdata lembrou que em 2012 houve uma série de falhas de segurança que vitimaram grandes empresas como a eHarmony, Last.fm, LinkedIn e Yahoo.