Ideia é acelerar startups. Bom, talvez não tanto assim, mas o bastante.

O  Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação divulgou nesta quinta-feira, 28, as nove aceleradoras que vão receber R$ 18 milhões do governo federal dentro da primeira etapa do programa Start-Up Brasil.

Cada uma delas deverá apoiar 10 empresas nascentes com R$ 200 mil em recursos federais a fundo perdido, além de um montante variável de investimento privado das aceleradoras, em troca de participação acionária. Disputaram a verba 23 propostas, o que fez o MCTI elevar o número de selecionadas dos seis previstos inicialmente para nove.

Somando no pacote o investimento por parte das aceleradoras, o total chegará a R$ 25 milhões no período. O governo ainda tem R$ 22 milhões para colocar no programa até 2015 e não esclareceu se será feita uma nova seleção de participantes.

As selecionadas são Aceleratech, Microsoft, Papaya, Pipa, Wayra, Fumsoft, Outsource, StartYouUp  e 21212.

É difícil fazer uma definição geográfica da atuação das selecionadas – veja mais detalhes abaixo – mas é fácil prever que São Paulo, a capital econômica do país, e o Rio de Janeiro, cidade líder no cenário startup nacional, concentrarão boa parte dos recursos.

Dos escolhidos, a aceleradora com maior proximidade com o mercado do Sul é a Pipa, formada pelas gaúchas Engage, incubadora de projetos de tecnologia; Perestroika, escola de comunicação e empreendedorismo; cariocas Cria, uma consultoria especializada em criação de modelos de negócios, e Tátil, especializada em branding e design.

Além disso, a companhia tem no time um investidor gaúcho: Tiago Mabilde, fundador de várias empresas, entre elas iVirtua, de Montenegro, da qual saiu após ter a sua participação comprada pelo sócio em um negócio que não teve valor aberto, mas que ficou acima de R$ 1 milhão.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a Microsoft deve buscar startups em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

A Wayra é um projeto de aceleração ligado à Telefônica com atuação em todo país e 16 empresas participantes.

Fumsoft é uma entidade mineira integrante da rede da Softex, associação para-governamental de promoção das exportações de software brasileiras, da qual o equivalente no Rio Grande do Sul é a Softsul.

A AcceleraTech é sediada em São Paulo tem por trás de si fundos de porte como o Gávea Angels, HandSprint Capital, Anjos do Brasil e Mountain do Brasil.

Os fundadores são Mike Ajnsztajn, CEO da  marca de preservativos Blowtex e co-fundador junto com Pedro Waengertner do site de reservas para restaurantes Zuppa.com.br

Waengertner é gaúcho, é um dos sócios do Grupo Conectt e hoje reside em São Paulo.

A Papaya é carioca e tem entre seus fundadores Luisa Ribeiro, ex-coordenadora regional da OECD e executiva do fundo londrino Cantillon Capital Management LLC, hoje co-fundadora do buscador de serviços domésticos AchaLá.

Outro dos fundadores é Daniel Pereira, ex-diretor executivo da Assespro-RJ e fundador da  Luz Geração Empreendedora, um projeto de consultoria e co-working para empresas e startups na capital carioca e da plataforma de criação de sites mobile Meu Mobi.

A 21212 foi fundada por quatro brasileiros e dois norte-americanos e é a única do grupo a focar exclusivamente em atrair startups para o Brasil, com um site exclusivamente em inglês.

Sediada no Rio de Janeiro, a iniciativa é encabeçada pelos empresários Marcelo Sales, co-fundador da agência de marketing digital Movile, e o investidor Enjamin White, que foi chefe criativo da norte-americana Sling Media, e vice-presidente de mídias digitais da Viacom.

A aceleradora conta com participação em oito empresas, como a Bidcorp e o site de crowdfunding Queremos, e abriga atualmente nove startups.

A capixaba StartYouUp foi fundada em 2010 pelo jovem empresário Marcílio Riegert, que também é diretor executivo da Associação Brasileira de Startups.

Embora em seu staff a empresa não conte com nomes do peso das outras participantes, em seu time de mentores a startup conta com nomes como Helisson Lemos, VP do MercadoLivre, e Gustavo Caetano, CEO da SambaTech. Atualmente, a aceleradora abriga dez companhias.

A reportagem do Baguete não encontrou informações sobre a carioca Outsource.