João Cruz, diretor executivo da Lecom. Foto: divulgação.

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A Lecom, especializada em soluções de comunicação digital e gestão de estratégias corporativas com unidades em Joinville, São Paulo, Campinas e Bauru, cresceu 20% em 2012, faturando R$ 12 milhões, e projeta expansão de 23% para 2013, com foco em BMP sem sopa de letrinhas.

O diretor executivo da companhia, João Cruz, explica.

“Oferecemos gestão de processos, e processos toda empresa tem. O que fazemos é simplificar: enquanto a concorrência vem com uma sopa de letras, siglas, conceitos, nós entregamos uma plataforma de BPM que todo usuário pode utilizar. Tanto que temos clientes como Votorantin e Honda, mas também escritórios de contabilidade, todos com a mesma solução”, afirma ele.

A tal solução é o Atos, vedete do portfólio da empresa que já recebeu investimento da ordem de R$ 3 milhões na versão 4.50, lançada em 2012 com recursos de colaboração, gráficos a partir de aplicações externas e atualização de dados em tempo real, e este ano vai levar mais aportes em melhorias.

Do recurso do ano passado, parte foi da Lecom, parte veio da Finep e BNDES, já que a companhia obteve, pelo segundo ano consecutivo, aporte da financiadora e do fundo, somando cerca de R$ 1 milhão, para acelerar o desenvolvimento de produtos.

Este ano, Cruz adianta: a Levom vai receber dois aportes do Bndes e da Finep, totalizando em torno de R$ 4 milhões, para ampliar os investimentos já feitos no Atos.

“Direcionaremos o investimento a melhorias na metodologia de implantação, tornando-a ainda mais simples, e em ações de Marketing e comerciais”, revela o diretor.

A área de aplicações móveis e portais de conteúdo também estão no foco da companhia, que já criou plataformas específicas para dispositivos móveis para clientes como a Rede Bom Dia e o Diário de São Paulo.

Para estas duas redes, a empresa também atuou na reformulação dos sites, ampliando a atuação na área de conteúdo onde projeta crescer.

“No ano passado, investimos 50% do faturamento para melhorar as soluções e desenvolvimento de novos produtos, que serão anunciados ainda esse ano”, projeta Cruz, fazendo mistério sobre os detalhes das soluções.

O executivo ressalta que, para 2013, as projeções de crescimento da empresa se baseiam também em demandas demonstradas pelo mercado, como mobilidade e visão analítica para gestão.

Uma pesquisa da ABES, por exemplo, mostra que o mercado nacional tem 71% das demandas atendidas com serviços sob encomenda, sendo somente 29% de software replicável (retirando os negócios com hardware), e, destes, 78% são importados.

“Queremos aumentar a participação do software nacional. Para isso, investimos na criação e desenvolvimento e no pacote software mais serviços”, finaliza Cruz.