Uri Levine. Foto: Reprodução FeeX.

O cofundador do Waze, Uri Levine, iniciou as operações de sua nova empresa nessa quinta-feira, 27, a FeeX. O produto lançado foi um aplicativo para desvendar as taxas ocultas ou obscuras em serviços financeiros e indica ao usuário alternativas mais baratas, até mesmo para seguros.

"Se as taxas são ocultas, significa que os bancos estão cobrando demais", disse Levine em um jantar recente com os capitalistas de risco israelenses nos Estados Unidos, segundo o Bloomberg.

O empreendedor vendeu o Waze para o Google em junho de 2013 por US$ 1,1 bilhão, mas não quis se juntar a gigante.

A nova organização iniciou em Israel, mas foi transferida para Nova Iorque em janeiro do ano passado, como fazem diversas empresas do país.

Isso porque o executivo deseja focar no mercado norte americano. Afinal, de acordo com a startup, a população do país gasta US$ 600 bilhões anualmente com taxas ocultas ou obscuras.

O aplicativo é gratuito e iniciará com contas individuais de aposentadoria e depois poderá ser utilizado para cartões de crédito, seguro de vida, hipotecas e 401 (k)s. 

A FeeX encontra os valores escondidos por meio de uma análise de dados financeiros de usuários pelo Yodlee, provedor de serviços bancários online que acompanha a transação dos clientes em anonimato.

Dessa forma, o app olhará as taxas pagas pelo usuário e comparará com a de outros sem identidade revelada. 

A ideia surgiu em 2012, quando Levine discutiu com seu banco uma soma anual de US$ 250 em taxas. Ele foi reembolsado com promessa de outras cobranças futuras.

O executivo, de 49 anos, estava orientando Yoav Zurel, 28, e David Weisz, 29, em um programa de empreendedorismo israelense e pediu a eles que pesquisassem as taxas de serviços financeiros escondidos. 

Fundado também por Eyal Halahmi, de 49 anos, a empresa contou com um investimento inicial de US$ 100 mil. 

Em agosto de 2013, a FeeX fez um financiamento de US$ 3 milhões no Blumberg Capital. 

Analistas avaliam que o app tem grande futuro, porque muitas vezes os valores cobrados não são justificáveis e o produto pode ajudar a educar as pessoas a prestarem a atenção nos encargos financeiros.