Já existe uma movimentação de empresas de tecnologia do Rio Grande do Sul no Canadá. Foto: Pixabay.

O mercado canadense ficou mais próximo das empresas gaúchas, com a abertura em Porto Alegre de um capítulo local da Câmara de Comércio Brasil Canadá.

A filial local foi lançada em um evento no Tecnopuc, parque tecnológico da PUC-RS na capital gaúcha, mas deve trabalhar também com empresas e startups sediadas no Tecnosinos e Valetec, parques tecnológicos da Unisinos e Feevale, universidades sediadas em São Leopoldo e Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre.

"Existem muitos incentivos para a ida de empresas de tecnologia para o Canadá. Além disso, é uma porta de entrada para os Estados Unidos, com um custo 27% inferior", explica Regina Noppe, vice presidente do comitê de TI da CCBC e responsável pelo capítulo Porto Alegre da entidade.

Um dos objetivos de organizações como a CCBC é promover o chamado “soft landing” de empresas no Canadá, por meio de orientações sobre a legislação e oportunidades de negócios do país e como aderir ao programa de vistos oferecido para empreendedores interessados em se mudar para lá.

Já existe uma movimentação de empresas de tecnologia do Rio Grande do Sul no Canadá. 

Um exemplo é a MeCasei, plataforma de gestão de casamentos que trocou recentemente de nome para Wedy para melhorar seus prospectos em um processo de internacionalização, começando pelo Canadá.

“Já tivemos contato com investidores canadenses e ficamos surpreso com a velocidade que as coisas acontecem por lá”, resume Márcio Acorci, CEO da Wedy, que esteve recentemente participando de eventos de startups no país.

Outra empresa gaúcha colocando o pé no mercado canadense é a Netwall, especializada em software para gestão de ambientes de TI usado hoje por 130 empresas brasileiras.

A companhia, oriunda da turma de 2006 da incubadora Raiar da PUC-RS, vem trabalhando na internacionalização do seu produto desde 2011, quando captou R$ 1 milhão junto ao BRDE com esse propósito.

“Acredito que o mercado canadense opera com o mesmo nível de exigência técnica dos Estados Unidos, mas é mais barato de entrar e mais aberto para competir”, resume Alexandre Samberg, diretor comercial da Netwall.

Imigração para o Canadá é um tema quente entre profissionais de TI brasileiros hoje em dia, com centenas de interessados lotando eventos sobre o tema promovidos pelo governo canadense.

Samberg, no entanto, alerta os mais afoitos para não deixar a perspectiva de deixar os problemas do Brasil para trás afetar o julgamento dos empreendedores.

“Tem que ter cuidado para essa vontade não afetar a execução de um plano de negócios bem pensado”, resume o empresário.