No total, 334,9 milhões de smartphones foram vendidos no 1º trimestre. Foto: Maxx-Studio/Shutterstock.

As fabricantes chinesas de smartphones Oppo e Vivo passaram a ocupar a 4ª e 5ª posição no ranking de vendas globais de aparelhos no primeiro trimestre de 2016. Com isso, saíram do top 5 as companhias Xiaomi e Lenovo.

Nos primeiros 3 meses do ano, a Oppo comercializou 18,5 milhões de smartphones, enquanto a Vivo vendeu 14,3 milhões de aparelhos, segundo a IDC.

As primeiras posições do ranking ficam com Samsung (81,9 milhões), Apple (51,2 milhões) e Huawei (27,5 milhões).

No total, 334,9 milhões de smartphones foram vendidos entre janeiro e março globalmente. O número mostra uma estagnação em relação aos 334,3 milhões comercializados no mesmo período do ano anterior, apontando uma forte desaceleração no mercado.

Para a IDC, o baixo crescimento é resultado da saturação dos mercados desenvolvidos e do encolhimento dos dois principais fabricantes: Samsung e Apple. Os dados mostram que a Samsung reduziu em 0,6% as vendas no período, enquanto a Apple teve queda de 16,3%. 

Além disso, os consumidores chineses diminuíram seu consumo, com o mercado de smartphones crescendo apenas 2,5% no ano passado. A IDC indica que marcas com produtos mais caros tendem a se destacar neste momento de desaceleração.

“A Lenovo se beneficiou de preços abaixo de US$ 150 em 2013, a Xiaomi, de preços de US$ 200 em 2014 e 2015. Agora, Huawei, Oppo e Vivo se mostram fortes com preço na faixa dos US$ 250″, analisa Melissa Chau, gerente de pesquisa da consultoria. 

Para a consultoria, a Samsung deve alcançar bons resultados com o S6 e S7, apesar do seu declínio na comparação ano-a-ano. A IDC se mostra menos entusiasmada com iPhone SE, da Apple.

“Com o valor de US $ 399, o aparelho enfrenta igualmente poderosos dispositivos de menor preço de concorrentes", explica a consultoria.

A Huawei é vista como boa competidora no no mercado global com os aparelhos P9 e Nexus 6. No entanto, a consultoria prevê que a batalha entre fornecedoras será uma disputa por participação em um mercado bastante estático.