Evana Gallas. Foto: divulgação

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A iVirtua quer elevar sua rede de canais dos atuais 28 para algo entre 50 e 60 em todo o país este ano, quando a meta é ampliar o faturamento em cerca de 46% sobre 2011, chegando a R$ 11 milhões.

A estratégia é a tacada da companhia para se reposicionar no mercado, depois de três anos de disputas judiciais em que a iVirtua não parou, mas manteve uma atuação discreta, explica Evana Gallas, diretora executiva da organização.

Ainda conforme a executiva, no período 2011-2014 a meta é crescer 207%, alcançando faturamento de R$ 20 milhões, e nisso o recém lançado iVirtua Group Partner Space é peça chave.

“Trata-se de uma política comercial mais agressiva, ancorada em nosso portfólio que atende a todos os nichos de mercado, de ponta a ponta: do consumidor final, passando por micro, pequenas e médias empresas, até as multinacionais, tudo em cloud sob aluguel”, comenta a diretora.

A oferta passa pelo tradicional carro-chefe Trauma Zer0 Classic (Tz0 Classic), que também tem a versão Tz0 Cloud, reforçada recentemente pelo lançamento, após três anos de desenvolvimento, de recursos inéditos que resultam em uma release de 16 módulos.

Outra aposta em cloud computing é o Whigo, versão para o usuário doméstico da solução de segurança da companhia que tem sede em Montenegro e filiais em São Paulo e Rio de Janeiro.

“Hoje, mais de 15% das 500 maiores corporações do Brasil estão livres de traumas e dificuldades na gestão de TI por utilizarem nossas suítes de aplicativos”, comenta Evana.

Agora, a meta é pulverizar a adoção das soluções, especialmente em cloud, e para isso quem quiser se tornar canal pode enviar e-mail para comercial@ivirtua.com, ou acessar o Partner Space, onde a iVirtua também disponibiliza capacitação, dados de produtos, ferramentas de suporte e marketing, entre outras.

O RETORNO
A entrada de Evana no cargo de diretora executiva, no lugar de Leandro Coletti, que deixou a companhia após sete anos, é uma das mudanças resultantes da reestruturação da iVirtua após três anos de disputa judicial que culminou em uma dissolução societária.

A disputa pelo controle da iVirtua envolveu o fundador da empresa, Cristian Robert Gallas, e seu antigo sócio, Tiago Mabilde, e foi encerrada em outubro de 2011, com Gallas comprando a participação de Mabilde e assumindo o negócio.

O valor pago não foi revelado: na época, Gallas limitou-se a dizer que Mabilde pedia R$ 20 milhões, mas que o acordo ficou em mais de R$ 1 milhão e menos de R$ 10 milhões.

Nesse meio tempo de confrontos judiciais, a iVirtua sofreu uma intervenção judicial em 2010 e viu o faturamento cair pela metade, para R$ 6 milhões.

Agora, segundo Evana – que é esposa de Gallas -, o momento é de retomada. E ela está confiante.

“Em todo esse tempo, mesmo com tudo isso, clientes do porte de Petrobrás, Tecban, que estão conosco desde 2001, não deixaram de usar nossas soluções. É sinal de que o produto é muito bom, não?”, avalia Evana.

Animada pelas novas soluções em cloud, a executiva também divulga a meta de incrementar em pelo menos 100 novos clientes à carteira que hoje soma em torno de 800 nomes como Coca-Cola, L’Oreal e Wal Mart, além dos já citados.