Diga Oi para o home office.

A experiência de home office forçado durante a pandemia parece estar deixando os gestores da Oi mais inclinados a ampliarem o trabalho em casa no futuro.

Segundo uma pesquisa feita pela operadora, 65% dos gestores da companhia acreditam que suas equipes deveriam fazer de 2 a 3 dias de home office por semana no futuro, ao fim do isolamento.

É um salto significativo da realidade pré-pandemia da Oi, quando só 22% dos funcionários faziam home office, a maioria deles apenas um dia por semana.

A Oi tem 11 mil colaboradores trabalhando remotamente desde março, 84% do total de sua força de trabalho.

Cerca de 10,4 mil deles responderam uma pesquisa, talvez uma das maiores feitas internamente por uma empresa sobre o assunto no país, e 78% informaram que possuem interesse de continuar neste modelo de trabalho. 

Do total, 38% disse que a sua produtividade aumentou. Outros 57% afirmam que o desempenho se manteve nesses últimos dois meses de quarentena.  

Na sua divulgação da pesquisa, a Oi não chega a se posicionar sobre qual será, afinal, o futuro do home office pós-pandemia.

Mas seria no mínimo estranho divulgar uma pesquisa com esses resultados para depois voltar a fazer tudo como antes.

Outras grandes empresas estão analisando os números de produtividade, satisfação de usuário e, provavelmente, o potencial de economia com aluguel corporativo, 

A XP, por exemplo, já anunciou que os seus 2,7 mil funcionários poderão seguir em casa até o final do ano, independente da evolução da pandemia do coronavírus. O Nubank fez a mesma coisa para outros 2,4 mil.

Com o anúncio, as fintechs brasileiras se tornaram as primeiras empresas no Brasil a adotar uma posição que está se tornando frequente no Vale do Silício, onde Facebook, Google e Twitter tomaram atitudes similares.

Mais do que isso, a XP especulou publicamente sobre a possibilidade de tornar o modelo permanente. 

No início da pandemia, a XP fez uma pesquisa sobre a preferência dos funcionários em frequentar o escritório. Apenas 5% disseram que querem ir ao escritório 5 dias por semana. A maioria disse que gostaria de ir apenas 3 vezes.

No futuro, a empresa estuda transformar os escritórios atuais em escritórios-conceito, que servirão de apoio para demandas específicas de treinamentos de colaboradores, dinâmicas presenciais, recepção e clientes e parceiros, entre outras.