Funcionários do Google, cada um no seu quadrado. Foto: Google.

O Google decidiu prorrogar sua política de home office por mais um ano, até julho de 2021.

A medida afeta 200 mil funcionários e terceirizados que já estão trabalhando em casa desde março como uma medida preventiva contra a expansão do coronavírus.

A data inicial prevista para a volta era 6 de julho, depois prorrogada para setembro, mas a evolução da pandemia, principalmente na Califórnia, fez a gigante de tecnologia reconsiderar e decidir deixar a volta para o ano que vem.

Além da preocupação sanitária, o Google considerou que muitos funcionários precisam ajudar filhos que estão no momento fazendo educação à distância.

Nos 42 países nos quais a situação está sob controle, os funcionários já voltaram com protocolos de segurança. 

Cada uma das gigantes de tecnologia está lidando com a situação de uma forma. A Microsoft decretou trabalho em casa até outubro, a Amazon até janeiro.

Empresas Twitter e Facebook adotaram uma solução mais radical. O Twitter deixou para os empregados decidirem quando querem voltar e o Facebook se propõe a deixar pelo menos metade da equipe em casa de maneira permanente.

Para empresas na dúvida entre colocar prazos para a volta ou apostar todas as fichas no home office, a AMcom, empresa de desenvolvimento de software sediada em Blumenau, mostrou um caminho alternativo.

Com os seus 300 funcionários em casa desde março, a companhia decidiu manter o home office até que esteja disponível uma vacina para o Covid-19.

Pesquisadores da Fiocruz, instituição referência na pesquisa sobre o coronavírus no país, apostam em vacinação inicial contra a covid-19 em fevereiro de 2021 para um público específico.

A partir daí, a previsão da Fiocruz é de vacinação inicial contra a covid-19 em fevereiro de 2021 para um público específico.

Depois, a produção nacional das doses poderia garantir imunização à população em geral.

A Fiocruz é parceira da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que recentemente anunciou ter passado as fases 1 e 2 dos testes de uma vacina. 

O Brasil foi um dos países escolhidos para participar da Fase 3 dos estudos, que testa a eficácia da vacina. 

Os testes, que estão a cargo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e outras instituições parceiras, envolvem 5 mil voluntários de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. 

A expectativa é detectar a capacidade de imunização das doses e, a partir daí, a Fiocruz – parceira brasileira nas pesquisas de Oxford  – receberá autorização para importar o princípio ativo concentrado, que será convertido inicialmente em 30 milhões de doses a serem aplicadas em parcela da população brasileira.