As vendas de discos de vinil geraram mais dinheiro do que o streaming livre. Foto: bikeriderlondon/Shutterstock.

As vendas de discos de vinil geraram mais dinheiro para a indústria de música do que as ferramentas gratuitas YouTube, Vevo e Spotify (considerando anúncios, não assinantes) combinadas, de acordo com um novo relatório da Recording Industry Association of America (RIAA). 

Enquanto os serviços de música estão gerando mais dinheiro do que nunca com anúncios (US$ 163 milhões no primeiro semestre deste ano, em oposição a US$ 128 milhões no último), as vendas de vinil batem com facilidade esses números. O mercado de discos faturou US$ 222 milhões no mesmo período.

Mesmo considerado antiquado por muitos, o formato já responde por quase um terço das vendas de música física, segundo o Digital Trends. A venda de discos subiu 52% em relação ao ano passado, uma taxa de crescimento superior a todos as outras categorias. As vendas de CDs, por exemplo, caíram em quase um terço ano sobre ano.

O streaming se salva quando é considerada a receita proveniente de assinantes pagos em serviços como o Spotify, ao invés de somar os modelos baseados em anúncios. Com esse modelo, o streaming de música gerou mais de um US$ 1 bilhão no primeiro semestre de 2015, enquanto todas as vendas de gravações físicas geraram US$ 748 milhões.

O problema, nesse caso, é que muitos usuários não pensam em adotar as versões pagas. Um relatório recente da Nielsen aponta que a maioria dos ouvintes de música (78%) não está disposta a se tornar assinante de um serviço de streaming nos próximos seis meses.

Além disso, outro desafio do modelo é enfrentar as criticas de muitos artistas, que apontam a falta de dinheiro gerada através dos serviços de livre acesso à música - e até mesmo dos pagos. Segundo eles, é preciso ser ouvido centenas de milhões de vezes para gerar qualquer tipo de rendimento notável.