Itaú busca novos talentos. Foto: divulgação.

O Itaú Unibanco está procurando profissionais de TI com alguma experiência para participar de um programa de contratação chamado “Fellows”.

As vagas são para São Paulo. O banco não deu informações de quantas vagas foram abertas ou qual será o salário. Pelo material divulgado, parece se tratar de um programa de trainee de luxo.

A instituição procura profissionais com experiência em tecnologia, startups ou empresas “ponto com” para “liderar os projetos de transformação digital do banco” a partir de janeiro de 2017.

O programa contratará especialistas que também participarão de treinamentos específicos em parceria com a McKinsey, acompanhamento de desenvolvimento de carreira e mentoring, com o objetivo de acelerar a carreira dos participantes. 

No site descritivo hospedado no Vagas.com (ele mesmo está precisando de um pouco de transformação na interface) o perfil está um pouco mais detalhado.

São mencionados como requisitos conhecimento em alguma dessas áreas: desenvolvimento Agile e DevOps, sistemas móveis, experiência do usuário novas tecnologias e ferramentas aplicadas na TI e capacidades analíticas complexas para criar valor a partir de big data.

“Estamos buscando especialistas criativos, antenados e que tenham espírito empreendedor para assumir o desafio de atuar em projetos digitais do banco”, afirma Marcelo Orticelli, diretor da área de Pessoas do Itaú Unibanco. 

Os convidados para a fase de testes terão acesso a uma plataforma digital, onde será possível fazer o controle da sua participação por meio de usuário e senha, além de palestras que poderão ser assistidas via livestreaming ou no Cubo Coworking Itaú, e entrevistas via Skype.

A ideia é que depois de dois anos, os participantes se candidatem a vagas no banco.

Ao que parece, o Itaú decidiu construir uma espécie de “atalho” para atrair profissionais de tecnologia com alguma experiência de mercado e fora do contexto bancário, que não poderiam ser encontrados por programas de trainees ou promovidos internamente.

O Itaú é o maior banco privado do Brasil, com 90 mil colaboradores, mais de 5 mil agências e PABs, e quase 26 mil caixas eletrônicos. 

Nos últimos tempos, a organização tem se aproximado do mercado de tecnologia, com iniciativas como o Cubo,  uma incubadora para startups em São Paulo que hoje abriga 53 companhias (um número não revelado delas já trabalha para o banco).

Parte do motivo pode ser o crescimento das chamadas fintechs, startups de tecnologia que focam em resolver online algumas necessidades financeiras antes atendidas pelos bancos, muitas delas com alta margem de lucro, como cartões de crédito.

O crescimento do segmento é evidente. Segundo o novo balanço da Fintechlab, principal organização do setor, já existem 200 empresas do gênero no Brasil.

Durante o último Ciab Febraban, Roberto Setúbal, presidente executivo da holding Itaú Unibanco, abordou os temas das fintechs e se mostrou confiante na capacidade tecnológica do banco.

“Uma vantagem que nós temos é o maior volume de dados sobre clientes e as possibilidade de projetos de big data associados”, resumiu o banqueiro. 

O Itaú não tem só a conversa de Setúbal do seu lado. No ano passado, o banco brasileiro inaugurou um data center em Mogi Mirim ao custo de R$ 3,3 bilhões. Neste ano, fechou um contrato com a SAP para usar o banco de dados em memória Hana da SAP para fazer um projeto de big data.