André Streppel, diretor-executivo da WKRH.

Por André Streppel*
Em tempos em que o índice de desemprego no Brasil beira os 14%, é fundamental que o profissional em busca por emprego apresente diferenciais competitivos em capacidade técnica, formação continuada, conhecimento de idiomas e culturas. Mas há um estágio anterior a estes skills que pode parecer óbvio – e realmente o é -, mas precisa ser dito e, principalmente, ouvido e obedecido.

Vamos às obviedades fundamentais: seus problemas pessoais ou aqueles vivenciados em seu emprego anterior não interessam ao entrevistador. Os processos de seleção servem para buscar pessoas que tragam soluções para a empresa, e não mais problemas. Então, seja resiliente e guarde seus desgostos para si. Prepare-se para fazer com que a sua experiência com o entrevistador seja positiva para ele. Se conseguir isso, você será lembrado e terá mais chances de ser contratado. 

Outras coisas que podem torná-lo inesquecível para o entrevistador são: boa aparência, boa comunicação, coerência e reputação. Tudo muito óbvio, tudo muito importante. Pode ter certeza: esses fatores juntos e misturados são praticamente garantia de sucesso. 

Toda empresa busca profissionais com apresentação pessoal adequada. Repare: não estamos falando de beleza, mas sim de apresentação. Roupas bem cuidadas, aparência limpa e sem odores. Estes cuidados básicos já permitem uma boa primeira impressão. É bastante óbvio, mas – pasme - muitos candidatos não se atentam a esses fatores. 

A forma de se comunicar também é fundamental. Conseguir responder às perguntas de forma clara é o que o entrevistador espera do candidato. Citar alguns desafios que enfrentou sempre agrega valor, assim como o alinhamento da história que você contar na entrevista àquilo que estiver escrito no seu currículo. Mais uma vez, parece óbvio, mas será que seu currículo diz a mesma coisa que o seu perfil no LinkedIn? Dê uma conferida. 

Quanto a sua reputação, em um processo de seleção bem feito, será pesquisada. Por isso, é importante sempre manter um relacionamento harmonioso com os colegas de trabalho e saber responder que legado você deixou nas empresas por onde passou. 

Profissionais qualificados seriam aqueles com formação superior completa, com forte acesso à informação ou, ainda, aquelas pessoas com maior experiência profissional. Será? Certamente o “conjunto da obra” é importante, mas o que realmente pode diferenciá-lo dos demais profissionais é o que você faz com todo o conhecimento e experiência que possui. 

 

Lembre-se: um emprego não é um prêmio pelo seu passado, mas sim um passo para seguir construindo o seu futuro (e o da empresa que o contratar).

*André Streppel é diretor-executivo da WKRH.