Apuração dos votos. Foto: Sindppd-RS.

A situação saiu vencedora nas eleições do Sindppd-RS, levando 68% dos votos e mantendo o controle da diretoria.

A Chapa 1 - Independência e Luta filiada à central sindical Conlutas e encabeçada por Vera Guasso, fez  488 votos contra 194 da Chapa 2 - Oposição Cutista liderada por Deobrandino Ninrod Borges, atual coordenador adjunto da Coordenadoria de Divulgação e Imprensa e ligada à CUT.

Tanto Conlutas quando CUT dividirão as diretorias devido ao sistema participação proporcional definido nos estatutos do sindicato. As votações são parecidas às das últimas eleições, o que leva a uma distribuição similar do poder internamemete. 

“O Sindppd-RS agradece a participação de tod@s @s trabalhador@s de TI do RS [sic], que mais uma vez compareceram em peso às eleições, mostrando que é a categoria quem determina a sua própria caminhada”, afirma o sindicato em nota no site.

Hoje, podem votar nas eleições do Sindppd-RS cerca de 1 mil profissionais associados, divididos basicamente entre funcionários da Procergs, Serpro e um terceiro grupo reunindo Procempa, Datamec e empresas privadas.

O número representa uma fração dos cerca de 4 mil associados de 1986, quando foi fundado o sindicato. A queda é maior tendo em conta que o volume bruto de profissionais de TI aumentou, sendo estimado hoje em 40 mil no estado pelo Ministério do Trabalho. 

Eles contribuem para o sindicato, mas não votam, uma vez que o voto está condicionado ao pagamento da filiação, o que é opcional. 

Antes das eleições, fontes ouvidas pela reportagem do Baguete chegaram a prever que a chapa da Conlutas, uma central sindical próxima ao PSTU, poderia superar os 80% de votação. Com isso, a chapa da CUT, alinhada ao PT, poderia ficar abaixo da cláusula de barreira e sem direito a nenhuma diretoria.

De acordo com o relato publicado no site do Sindppd-RS, que conta a versão da Conlutas da história, a diretoria da Fenadados (Federação Nacional dos Sindicatos de TI, ligada à CUT) esteve “em peso” no Rio Grande do Sul para fiscalizar as eleições.