Antivírus pago não é negócio para empresas, diz pesquisa. Foto: divulgação.

Uma pesquisa divulgada pela empresa de segurança Imperva divulgou nesta terça-feira que a atual falta de eficácia dos softwares antivírus torna torna os antivírus pagos um desperdício de dinheiro para as empresas.

Conforme a Imperva, empresas compram licenças para softwares antivírus devido às exigências da legislação nos países, conforme reporta a Computerworld.

Para a companhia, as empresas deveriam ter o direito de adquirir produtos gratuitos, investindo recursos em outras formas de segurança.

"Para ser claro, não recomendamos eliminar a utilização do software antivírus. O que recomendamos, no entanto, é reequilibrar e modernizar a segurança, investindo em soluções que impeçam as ameaças de hoje", disse o relatório.

ESTUDO

O estudo "Assessing the Effectiveness of Anti-Virus Solutions", realizada pela Imperva em parceria com a Universidade de Tel Aviv, rodou uma coleção de 82 novos tipos de malware no VirusTotal, um sistema que verifica os arquivos em cerca de 40 produtos antivírus diferentes.

O resultado do teste apresentou uma taxa inicial de detecção de 0%.

Em testes prolongados, a empresa constatou que mesmo os produtos com o melhor desempenho levaram pelo menos três semanas para adicionar uma amostra previamente não-detectada em seus bancos de dados.

Em alguns programas, os arquivos foram simplesmente marcados como "malware não classificado", definição que dificulta a remoção segura da ameaça.

Dentre as soluções avaliadas, os pesquisadores da Imperva recomendaram dois produtos, o Avast e Emisoft, dois softwares gratuitos, como os "mais ideais" dentre os analisados.

Já entre os softwares pagos, o McAfee foi considerado aceitável.

GASTOS

Segundo o Gartner, a Imperva disse que softwares antivírus consumiram cerca de um terço do gasto total em segurança, um investimento injustificado pelo retorno que se tem.

"Nós não podemos continuar a investir bilhões de dólares em soluções antivírus que proporcionam a ilusão de segurança, especialmente quando soluções gratuitas superam assinaturas pagas", comentou o CTO da Imperva, Amichai Shulman.