Paulo Magnus, presidente da MV. Foto: divulgação

O Hospital das Clínicas de São Paulo (HCFmusp), que segundo a Secretaria de Estado da Saúde é o maior complexo hospitalar da América Latina, contratou o ERP Soul MV, da MV Sistemas.

O projeto, cujo investimento não é revelado, tem implantação prevista de 36 meses, com uso gradativo do sistema. Ao final, serão sete mil usuários.

Conforme o coordenador de TI do hospital, Jacson Barros, o Soul MV será usado na área administrativa e assistencial, gerenciando as informações de 2.153 leitos distribuídos entre oito institutos especializados, dois hospitais auxiliares e um hospital associado.

O HCFmusp atende em média a oito mil pacientes ambulatoriais por dia e realiza cerca de 4,5 mil internações por mês.

“Pela primeira vez o hospital está investindo em um sistema integrado de gestão. Vamos eliminar o gargalo que existe no atendimento ao paciente”, ressalta Barros.

Segundo ele, um das maiores expectativas da diretoria e corpo clínico em relação ao sistema é a utilização do prontuário eletrônico, que garante a automatização de toda inserção e gestão de dados sobre um paciente.

Outro benefício será no controle de medicamentos, automatizando prescrições e procedimentos de dosagem e aplicação, o que evita enganos que, conforme fontes do mercado hospitalar, são os erros médicos mais comuns.

Autarquia estadual vinculada à Secretaria da Saúde de São Paulo e associada à Faculdade de Medicina da USP, o Hospital das Clínicas fica em um complexo de área total de 352 mil metros quadrados.

RUMO AOS R$ 125 MILHÕES

O ERP adotado pela instituição, o Soul MV, é o carro-chefe da MV Sistemas, empresa que foi fundada no Rio Grande do Sul e hoje tem matriz em Porto Alegre e sede no Recife.

Além disso, mantém fábricas de software em Passo Fundo e na capital pernambucana, e dez filiais pelo país.

Em 2011, a MV faturou R$ 100 milhões, crescimento de 20% sobre 2010. Este ano, a projeção é chegar R$ 125 milhões.

A companhia atende a mais de 500 clientes nos setores público e privado do Brasil e exterior.

Traduzido em usuários, este universo ultrapassa os 200 mil profissionais, totalizando um grupo de instituições cujo faturamento, somado, passa dos R$ 10 bilhões por ano.

A companhia tem investido no crescimento inorgânico. Em maio deste ano, comprou as empresas Microdata, Centercall e Micropacs, que compõem o Grupo Microdata, focado em software de gestão de imagens médicas.

Foi a segunda compra da MV este ano. Em janeiro, a companhia já havia adquirido o porto-alegrense Grupo Hospidata, focado em TI para gestão de pequenas instituições de saúde e composto por HDS Assessoria e Serviços, HD Processamento e Hospidata.

Se com a Hospidata a MV agregou à carteira cerca de 200 clientes de pequeno e médio porte, a aquisição recém anunciada da Microdata adiciona nomes de peso, como os hospitais gaúchos Mãe de Deus e Moinhos de Vento, além de Grupo Amil, Biocro e várias Unimeds.

Nas duas compras, o valor da operação não foi divulgado.

Segundo o presidente da MV, Paulo Magnus, a expectativa é que em dois anos só as soluções da Microdata representem 20% do faturamento geral.

“Nosso objetivo é prover sistemas de gestão para todos os nichos da área de saúde”, afirma o executivo.

QUE SAÚDE!

Uma aposta que se justifica: conforme a Ernst&Young, o setor de saúde deverá ter alta 9,19% no faturamento no Brasil este ano, chegando a para R$ 36,74 bilhões.