Mario está preocupado. Foto: divulgação.

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Uma das marcas-símbolo do mercado de videogames, a Nintendo está em maus lençóis, financeiramente falando. A empresa japonesa divulgou seus resultados de abril até dezembro de 2013, em que amargou um prejuízo de aproximadamente US$ 15,3 milhões.

O revés é menor do que o registrado no ano anterior, devido às vendas de final de ano para seus consoles 3DS e WiiU. No mesmo período em 2012, a Nintendo teve um prejuízo de cerca de US$ 57 milhões.

A redução no prejuízo parece algo positivo, mas segundo informações do The Wall Street Journal, a Nintendo ainda terá que contabilizar cerca de US$ 3,5 bilhões em perdas, baque que só aparece nos meses após a temporada de Natal.

Com este quadro pouco animador, a empresa que criou personagens como Mario e Donkey Kong avalia novas estratégias para reaquecer as vendas de seus consoles, que foram atropeladas pelo sucesso do Playstation 4 e Xbox One, assim como a ascensão dos games em dispositivos móveis.

Além disso, em uma ação mais imediata, a Nintendo anunciou nesta quarta-feira, 29, um corte de 50% no salário de seu presidente, Satoru Iwata, além da compra de ações da empresa para aliviar a tensão com acionistas.

"Nós erramos completamente nossa previsão de resultados, e a responsabilidade gerencial é extremamente grande. Tivemos que assumir a responsabilidade", afirmou Iwata.

Por falar em estimativas, a Nintendo errou - e errou feio - em sua previsão de vendas. O esperado era vender cerca de 19 milhões de unidades do WiiU - que no Brasil é comercializado a R$ 1.899. No entanto, a empresa cortou esta previsão para um terço do número inicial.

Uma saída para a Nintendo seria seguir o caminho de outra desenvolvedora japonesa, a Sega. Rival número 1 da Nintendo nos anos 90, a criadora do Mega Drive e jogos como Sonic, a empresa fracassou no mercado de consoles no início dos anos 2000. Desde então, ela se tornou uma desenvolvedora de softwares, lançando jogos para diversas plataformas.

Segundo fontes de mercado, a criadora do Super NES não pensa em levar suas IPs diretamente para os consoles de rivais como Sony e Microsoft. No entanto, Iwata sinalizou que a companhia está avaliando formas de promover seus jogos em smartphones e tablets, seja por games promocionais ou demos de lançamentos para WiiU ou 3DS.

"Apenas comerciais de TV não convencerão os consumidores a comprar nossos produtos. Eles querem mais informação e diferentes coisas para notarem nossas novidades", observou o CEO.