Jorge Guimarães, diretor-presidente da Embrapii. Foto: Thiago Cruz.

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) divulgou na manhã desta segunda-feira o resultado preliminar da chamada que credenciou sete novas unidades aptas a desenvolver projetos de inovação industrial. Nesta seleção serão investidos R$ 100 milhões.

As unidades selecionadas foram: Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR); Departamento de Ciência da Computação da UFMG; Escola Politécnica da USP; Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Uberlândia; Fundação Instituto Nacional de Telecomunicações (MG); Instituto de Pesquisas Eldorado (Campinas); e o Instituto Tecgraf da PUC-RJ.

O processo seletivo teve início em agosto de 2015 e recebeu 57 propostas no valor total de R$ 1,08 bilhão. 

As áreas de pesquisa contempladas foram internet das coisas (CESAR); equipamentos para internet e computação móvel (Instituto Eldorado); tecnologias metal-mecânica (UFB); comunicações digitais (Inatel); materiais de construção (USP); computação gráfica (Tecgraf/PUC) e sistemas computacionais (UFMG).

Com o novo credenciamento sobem para 28 o número de Unidades Embrapii. Com a chamada anterior da organização, divulgada no final de dezembro de 2015, onde foram selecionadas três unidades de biotecnologia, a Eembrapii irá investir, este ano, R$ 229 milhões em projetos de inovação. 

Este valor é apenas parte da contrapartida, que ainda contará com os recursos das unidades e empresas parceiras, totalizando R$ 687 milhões. 

“A grande vantagem deste modelo de negócios é a redução de risco de investimento das empresas e agilidade na aplicação dos recursos, sem burocracia. Precisamos estimular o setor industrial a inovar e potencializar a força competitiva das empresas tanto no mercado interno como no mercado internacional”, destaca Jorge Guimarães, diretor-presidente da Embrapii.

A Embrapii mantém contrato de gestão com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Ministério da Educação (MEC) e atua por meio da cooperação com instituições de pesquisa científica e tecnológica, públicas ou privadas, tendo como foco as demandas empresariais e como alvo o compartilhamento de risco na fase pré-competitiva da inovação.

Entre dezembro de 2014 e dezembro de 2015 já foram firmados 72 projetos no valor total de R$ 126,7 milhões. O valor do contrato é de R$ 1,5 bilhão até 2018.