A Leal adotou solução de RFID (Radio Frequency Identity) da Totvs. Foto: Divulgação.

A Leal Indústria e Comércio, fabricante de equipamentos de proteção individua, roupas de proteção contra arco elétrico e uniformes, adotou solução de RFID (Radio Frequency Identity) da Totvs para rastrear as mercadorias dentro de seus centros de distribuição.

A empresa administra um estoque de mais de 500 mil artigos, distribuído em dois centros de distribuição (em Campo Limpo Paulista e Navegantes). A companhia atua com 15 mil itens ativos e um cadastro total de 60 mil especificações. 

“Nosso portfólio é bastante diversificado incluindo roupas; equipamentos de segurança, como luvas, cintos paraquedistas; entre outros. E uma linha não tem necessariamente relação com a outra. Com um espaço físico limitado, acontecia de perdermos itens dentro do depósito e corríamos o risco de fazer entregas erradas”, lembra Adailton Siqueira, gerente de sistemas da Leal. 

Com o RFID, a empresa passou a ter mais velocidade na expedição e transformação de produto de 30%, além da exatidão na rastreabilidade.

“Após um período de adaptação, houve também uma melhora de 15% na separação do pedido; 20% na conferência; e de 15% também na conferência da nota. Realizamos um inventário envolvendo 2,2 mil pallets, o que antes era impossível”, completa Alain Levy, sócio-diretor de operações da Leal.

Outra necessidade da Leal atendida pela tecnologia de RFID foi o controle de data de validade dos artigos já comercializados, que estão em seus clientes. Por se tratar de produtos que envolvem segurança e integridade física dos usuários, os EPIs têm um prazo de vida útil pré-determinado e, em alguns casos, precisam passar por reinspeções.

“Essa funcionalidade garante aos nossos consumidores que eles e seus funcionários estarão protegidos de acidentes, além de reduzir o risco de não conformidades em auditorias de segurança do trabalho”, explica Jacques Levy, sócio-diretor comercial da Leal.

Com esse sistema, as empresas que compram da Leal serão avisadas, dentro de seus sistemas, que os prazos de inspeção e expiração estão próximos.

O projeto de implantação contou com três fases. Na primeira, de auditoria, o investimento foi feito no controle de estoque, com foco no inventário em uma linha específica de luvas e mantas isolantes. 

Foram etiquetados 15 mil itens e verificado que as informações não tinham variações, ou seja, estavam corretas.

Na segunda etapa, foram realizadas melhorias no processo de compra de rolos de tecidos. O RFID identifica cada rolo, que tem 170 metros, e aponta quantos metros já foram utilizados na produção e quantos ainda permanecem na devolução ao estoque. 

Na terceira fase, a matéria prima entra no armazém já identificada com RFID e a saída passa a ser por conferência cega – com a mesma tecnologia.

“No teste da checagem, identificamos oportunidades para otimizar o nosso processo. Devido à forma como as peças são armazenadas, especialmente no caso de roupas, a conferência pode ser divergente. Por isso, decidimos redesenhar nosso armazenamento, para melhorar a produtividade da operação”, conta Siqueira.

A implementação segue contabilizando evoluções e os próximos passos da empresa serão adequar e aperfeiçoar as etiquetas internas para cada tipo de produto e padronizar o uso do RFID de acordo com as diretrizes da GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação).