Wi-Fi de Guarulhos está insegura, diz a AirTight. Foto: divulgação.

A AirTight Networks, multinacional do segmento de segurança em redes móveis, divulgou um estudo relatando a baixa segurança do ambiente Wi-Fi do aeroporto de Guarulhos.

O estudo identificou 110 pontos de acesso à internet, todos com baixos níveis de proteção contra intrusos. Além disso, durante o tempo do teste - que foi de uma hora - a empresa detectou três tentativas de invasão a dados privados da rede.

“Mesmo sem empregar nenhum tipo de ferramenta sofisticada de varredura, nosso pessoal localizou nada menos que três access points móveis realizando operações impróprias, com a falsificação de identidades de usuários de rede móvel (SSIDs) para invadir os dispositivos dos usuários”, afirma Fernando Neves, presidente da AirTight Brasil.

Além disto, no momento do teste, havia no aeroporto pelo menos oito usuários com seus equipamentos totalmente abertos, enquanto outros dois estavam protegidos apenas por senha WPA e um outro com senha WEP, ambas consideradas fracas.

A varredura constatou também a existência de 304 clientes conectados às redes moveis no período e identificou, inclusive, 17 clientes das redes da Infraero e da SITA (empresa responsável pelo trafego de dados dos aeroportos).

De acordo com Fernando Neves, ambientes com múltiplas redes WiFi e com este nível de vulnerabilidade colocam em risco a privacidade dos dados do usuário local, diretamente conectados a essas redes.

“Além disso, estas conexões inseguras funcionam como enormes portas de entrada para que os criminosos alcancem as redes empresariais que são acessadas pelos notebooks, tablets e smartphones do usuário”, comenta.

De acordo com Neves, a não adoção de proteções desse tipo em ambientes de WiFi público chega a representar ameaça à ordem pública, já que pessoas com acesso a aplicações de missão crítica podem servir de biombo para ocultar o acesso invasor.