O Mercado Eletrônico recebeu um aporte de R$ 30 milhões da DGF Investimentos. Foto: nito/Shutterstock.

O Mercado Eletrônico acaba de receber um aporte de R$ 30 milhões da DGF Investimentos. O movimento faz da gestora de fundos de participações (private equity) uma sócia minoritária da companhia.

Com os recursos do fundo, o Mercado Eletrônico pretende buscar empresas de médio porte como clientes, segundo o Valor. Eduardo Nader, fundador e presidente do Mercado Eletrônico também mira oportunidades de consolidação, com planos de atuar fora do país. 

A partir portuguesa EDP, uma das clientes da empresa, o Mercado Eletrônico estabeleceu um escritório em Lisboa e se prepara para ter uma unidade nos Estados Unidos.

Criado em 1994, o Mercado Eletrônico começou a ter destaque a partir 2000, quando se tornou uma ferramenta para os negócios entre empresas (B2B). Pelos sistemas da companhia já trafegaram operações da ordem de R$ 70 bilhões, segundo Nader.

Entre os principais clientes do Mercado Eletrônico estão empresas como Vale, Petrobras, JBS e Embraer.

Hoje a companhia tem uma base de 1 milhão de fornecedores cadastrados. Para o Valor, o momento ruim da economia pode representar uma oportunidade, já que a crise aumenta a demanda por eficiência nas companhias. 

"Cada real economizado em compras pode se tornar um real a mais no resultado", diz Nader. 

O Mercado Eletrônico tem aproximadamente 90% de receitas em bases recorrentes, provenientes das mensalidades pagas pelos clientes. A empresa deve fechar 2015 com faturamento da ordem de R$ 50 milhões, um aumento de 20% em relação ao valor registrado no ano passado.

Em 2014, O DGF Investimentos realizou quatro novos investimentos, para empresas como Ainstec, focada em software como serviços (SaaS) para conciliação contábil, e ADTSys, que provê serviços de migração e gestão de infra-estrutura na nuvem.