Amarilis Sehbe.

Amarilis Sehbe, advogada que costumava trabalhar para a Zenvia, acaba de ser contratada para o cargo de gerente geral no Brasil da Syntonic, uma multinacional que oferece soluções para aumentar a rentabilidade das operadoras e provedores de conteúdo.

A Syntonic fez um investimento no mercado brasileiro em agosto do ano passado, quando pagou US$ 5 milhões pela unidade de carrier billing da Zenvia. Sehbe conduziu o processo pelo lado da companhia gaúcha.

A executiva tem ainda grande experiência em mobile commerce e conhece com profundidade as regulamentações do setor de telecomunicações que envolvem este tipo de serviço oferecido pelas operadoras. 

Sehbe responderá diretamente ao VP Americas, Ricardo Cidale, comandará as equipes da Syntonic em São Paulo e Porto Alegre, com objetivo de acelerar o crescimento no mercado local.

A solução de carrier billing da Zenvia adquirida pela Syntonic permite que provedores de conteúdo vendam serviços de valor adicionado com a cobrança acontecendo diretamente na conta telefônica ou descontada do crédito de pré-pagos. 

É a tecnologia que se usava para comprar um ringtone no celular, por exemplo, ou assinar um serviço de avisos de notícias. A Zenvia entrou nesse mercado em 2012, com a aquisição da Pure Bros, então um dos maiores players no país no segmento.

A plataforma de carrier billing alcança praticamente toda a base brasileira de linhas móveis em serviço e teve uma receita de R$ 36,1 milhões em 2017. A Zenvia vendeu o negócio para focar na sua plataforma de criação de chatbots.

Com o aumento do uso de smartphones e maiores velocidades de conexão, o mercado de carrier billing está mudando e se tornou menos atrativo para a Zenvia. 

De acordo com a consultoria especializada Ovum, ele seguirá crescendo, mas como um negócio e alto volume e baixas margens. Na Ásia, por exemplo, esse tipo de aplicação é uma forma popular de pagamentos.

“Um dos meus desafios será buscar no mercado bons aplicativos para integrar às operadoras por meio das plataformas da Syntonic, e dar origem a novos produtos focados no consumidor final”, diz Sehbe.