Funcionários da TCS durante uma pausa na Índia.

O coronavírus pode ter introduzido uma mudança de longo prazo na TI indiana, tornando o home office, antes quase inexistente, no novo normal.

N Ganapathy Subramaniam, COO da TCS, uma das maiores empresas de tecnologia do país, falou em uma entrevista no canal de TV local India Live que até 75% dos funcionários poderão trabalhar em home office até 2025.

Não fica muito claro se Subramaniam estava se referindo a um regime full de home office.

O mais provável é que a companhia pretenda liberar os funcionários para trabalhar em casa de maneira flexível, dentro do que já é a prática normal em grandes empresas em nível mundial.

O COO fez uma avaliação positiva dos resultados do home office forçado da TCS, que devido a exigências do governo teve que mandar 415 mil pessoas trabalharem em casa, algo sem precedentes na companhia e em 1 mil clientes atendidos.

“A produtividade melhorou. Trabalhar de casa em ambientes seguro será uma parte integral do nosso novo modelo de negócios”, resumiu Subramaniam.

A quarentena representou um gigantesco desafio para o setor de TI indiano, que emprega 4,3 milhões de pessoas e no qual práticas de home office não são comuns.

As grandes companhias do país atendem boa parte do sistema financeiro americano com SLAs altos de segurança e continuidade de operação.

Tradicionalmente, a resposta foi trabalhar em grandes escritórios, em campus separados do caos das grandes cidades.

Mas o resultado da experiência de home office parece ter sido positivo.

Tanto que a Nasscom, poderosa associação de empresas de TI do país, orientou seus associados a procederem com cautela com a volta à normalidade, mesmo quando o governo indiano já deu sinal verde.

O governo da Índia autorizou as empresas de TI do país a trazer metade da sua força de trabalho para dentro dos escritórios novamente a partir da segunda-feira, 20.

A orientação da Nasscom foi de que apenas 15% das equipes voltem no dia 30, com a cifra avançando para 30% até 15 de maio e chegando a 50% só no dia 30 de junho.